Publicado em: 05/02/2024 às 11:00hs
Ao longo do último mês, a comercialização da pluma de algodão registrou uma performance aquém do esperado, com uma moderação nas transações ao longo da última semana de janeiro, refletindo a influência das férias coletivas. Na esfera disponível, observaram-se negócios esporádicos, alguns programados para entrega em oito dias, notadamente no segmento da indústria doméstica. No âmbito das operações de trading, o foco esteve majoritariamente direcionado para prazos mais estendidos, aproximadamente 30 dias, conforme reportado pela SAFRAS Consultoria.
No início do mês de fevereiro, a cotação do algodão entregue às fábricas no Sudeste situou-se em torno de R$ 4,00/libra-peso, representando uma desvalorização de 1,23% em relação à marca de R$ 4,05/libra-peso negociada na semana precedente (25 de janeiro). Comparativamente, no mesmo período do mês anterior, a pluma era cotada a R$ 3,98/libra-peso, resultando em um aumento de 0,50%.
No contexto das exportações, a pluma de algodão posicionada no porto FOB exportação de Santos encerrou cotada a 77,65 centavos de dólar/libra-peso. Numa perspectiva semanal e mensal, ocorreu uma retração de 0,75%, frente aos 78,23 centavos/libra-peso registrados na semana e mês anteriores. Essa dinâmica de valores ampliou o diferencial da pluma, refletindo-se em um prêmio de -8,84 centavos/libra-peso na Bolsa de Nova York para o contrato Março/24. Há uma semana, esse indicador estava negativo, marcando -7,53 centavos/libra-peso, enquanto há um mês situava-se em -4,06 centavos/libra-peso em relação ao ICE US.
No que tange às projeções mundiais para a safra 2023/2024, o Comitê Internacional do Algodão (ICAC) estima uma produção global de 24,480 milhões de toneladas, em comparação com os 24,843 milhões da safra anterior (2022/23), conforme divulgado em janeiro pela entidade. O consumo mundial de algodão para o mesmo período é projetado em 23,762 milhões de toneladas, enquanto as exportações estão estimadas em 8,898 milhões de toneladas, superando os 8,058 milhões da temporada anterior (2022/23). Os estoques finais para 2023/2024 foram previstos em 22,011 milhões de toneladas, representando um aumento em relação aos 21,225 milhões de toneladas registrados na temporada 2022/23.
Fonte: Portal do Agronegócio
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