Publicado em: 06/02/2026 às 10:30hs
A cotonicultura mato-grossense deve registrar redução na área cultivada na safra 2025/26, segundo a última projeção do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O levantamento indica que o algodão ocupará 1,42 milhão de hectares, retração de 0,83% em relação à estimativa anterior e queda de 8,06% em comparação com a safra passada.
A diminuição do plantio reflete a maior cautela dos produtores diante de custos elevados de insumos e margens de rentabilidade mais apertadas.
Desde os primeiros estudos para a temporada, o Imea já alertava que os altos custos de produção seriam um dos principais fatores para a retração na área plantada. Muitos cotonicultores têm reavaliado os investimentos na cultura, buscando estratégias mais conservadoras e minimizando riscos financeiros em um cenário de mercado desafiador.
Além disso, a competição por área com outras culturas mais rentáveis, como soja e milho, reforça a tendência de redução no plantio de algodão.
A projeção para a produção de algodão em caroço é de 6,21 milhões de toneladas, volume 0,79% menor que a estimativa anterior e 15,13% inferior ao consolidado na safra 2024/25. Para o algodão em pluma, a expectativa é de 2,56 milhões de toneladas, retração de 15,16% em relação ao ciclo passado.
Esses números indicam que a menor área plantada, combinada a fatores climáticos, pode impactar de forma relevante o desempenho da cotonicultura no estado.
A produtividade média esperada é de 290,88 arrobas por hectare, mantendo-se como referência técnica importante. No entanto, o resultado final da safra estará diretamente ligado ao desempenho climático ao longo do ciclo e ao andamento da semeadura nas próximas semanas.
Especialistas alertam que atrasos na semeadura ou chuvas irregulares podem comprometer a produtividade, reforçando a necessidade de monitoramento constante.
Com a semeadura já em andamento e o clima em observação, a safra 2025/26 se apresenta como um período de prudência para os produtores. A redução nas projeções evidencia a importância de uma gestão de risco eficiente, adaptação às condições de mercado e atenção aos custos, mantendo o equilíbrio entre produtividade e rentabilidade.
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias