Publicado em: 22/01/2024 às 11:00hs
A semana transcorreu com um movimento moderado nas praças de comercialização da pluma de algodão, revelando uma dinâmica de negócios voltada para o curto prazo, conforme indicado pela SAFRAS Consultoria.
As cotações registraram um acréscimo de 0,50% durante a semana, atingindo R$ 4,00 por libra-peso no CIF de São Paulo, em negociações realizadas nesta quinta-feira (18). No cenário de exportação (FOB) pelo porto de Santos/SP, o valor de referência da pluma ficou cotado a 77,17 centavos/libra-peso, ligeiramente abaixo dos 77,93 centavos/libra-peso da semana anterior (11). O produtor brasileiro, buscando maior competitividade internacional, refletiu no prêmio pago pelo algodão na Bolsa de Nova York (ICE), indicando -4,14 centavos/libra-peso, em comparação aos -3,38 centavos/libra-peso da semana anterior.
A área destinada ao algodão permanece projetada em 1,35 milhão de hectares, representando um aumento significativo de 12,60% em relação à safra 2022/23. Esse incremento é influenciado pela redução nos custos de produção do cotonicultor. Até a última sexta-feira (12/01), 36,66% das áreas destinadas ao algodão já haviam sido semeadas, apresentando um adiantamento de 22,03 p.p. em relação ao mesmo período do ano anterior. O cenário de adiantamento, aliado às condições climáticas favoráveis, estimula os cotonicultores a investirem nas áreas do algodão.
Entretanto, é importante ressaltar que o ritmo da colheita da soja tem impacto direto no plantio de segunda safra do algodão. Qualquer atraso nesse cenário pode interferir na decisão final do cotonicultor em relação à área a ser plantada.
Quanto à produtividade do algodão em caroço, estima-se um rendimento médio de 284,35 arrobas/hectare para Mato Grosso, representando uma queda de 8,61% em relação à safra 2022/23. Destaca-se que fatores climáticos ao longo da temporada podem influenciar a produtividade final do estado.
Com a manutenção da área e produtividade em janeiro/24 em comparação com dezembro/23, a produção de algodão em caroço permanece projetada em 5,78 milhões de toneladas.
Diante da estabilidade na produção de pluma, a demanda da safra 2022/23 mantém-se estimada em 2,24 milhões de toneladas, um aumento significativo de 52,54% em relação à temporada 2021/22. A produção de algodão em pluma é projetada em 2,40 milhões de toneladas em 2023/24, apresentando um avanço de 2,9% em comparação com as 2,33 milhões de toneladas em 2022/23.
Em relação ao ciclo 2023/24, espera-se uma demanda de 2,34 milhões de toneladas de fibra, indicando um aumento de 4,26% em relação à safra 2022/23. Por fim, os estoques finais estão projetados em 499,59 mil toneladas, de acordo com informações do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias