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Algodão

Caroço de algodão cai 23,76% em um ano em Mato Grosso e chega a R$ 718 por tonelada

Mesmo com produção menor na safra 2025/26, avanço do beneficiamento amplia a disponibilidade do coproduto, enquanto a demanda enfraquecida limita a recuperação dos preços, aponta o Imea.


Publicado em: 04/11/2026 às 10:20hs

Caroço de algodão cai 23,76% em um ano em Mato Grosso e chega a R$ 718 por tonelada

O preço do caroço de algodão em Mato Grosso registrou forte desvalorização em outubro de 2026. A cotação média fechou o mês em R$ 718,40 por tonelada, recuo de 23,76% em relação a outubro de 2025, quando o produto era negociado a R$ 942,23 por tonelada.

Na comparação mensal, a queda também foi significativa. Em relação a setembro de 2026, o valor médio do coproduto diminuiu 5,54%, segundo levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

O movimento chama atenção porque a produção estadual da safra atual é inferior à registrada na temporada passada. Ainda assim, a combinação entre maior disponibilidade decorrente do beneficiamento e procura enfraquecida mantém as cotações sob pressão.

Avanço do beneficiamento aumenta oferta de caroço de algodão

Um dos fatores que ajudam a explicar o comportamento dos preços é o avanço do beneficiamento da safra 2025/26. Até a última sexta-feira considerada no boletim do Imea, 65,62% da produção já havia passado pelo processo.

Com o avanço das operações de beneficiamento, mais caroço de algodão chega ao mercado estadual, ampliando a oferta disponível para comercialização.

Esse aumento da disponibilidade ocorre em um momento de demanda pouco aquecida. Dessa forma, mesmo com uma produção total menor que a da safra anterior, o volume de produto colocado no mercado tem encontrado dificuldade para obter sustentação nos preços.

Demanda enfraquecida limita reação das cotações em Mato Grosso

De acordo com o Imea, a procura pelo caroço de algodão permaneceu enfraquecida ao longo de 2026. Esse cenário tem sido determinante para a desvalorização do coproduto e ajuda a explicar por que a redução da produção não resultou em uma recuperação das cotações.

Na prática, a menor oferta decorrente da produção não foi suficiente para compensar a retração da demanda. Com o beneficiamento avançando e ampliando a disponibilidade comercial, a pressão sobre os preços permanece.

O comportamento evidencia a importância do equilíbrio entre oferta e procura na formação das cotações do caroço de algodão, especialmente em períodos de maior concentração do beneficiamento da safra.

Imea não identifica sinais de recuperação no curto prazo

Para os próximos períodos, o Imea não observa sinais claros de retomada da demanda pelo caroço de algodão em Mato Grosso.

A avaliação do instituto é de que os preços devem continuar pressionados, com pouco espaço para valorizações mais expressivas no curto prazo. A perspectiva também está alinhada ao padrão sazonal observado em períodos anteriores com condições semelhantes de demanda no estado.

Assim, o mercado do caroço de algodão deve seguir condicionado à evolução do beneficiamento e, principalmente, à capacidade de recuperação da procura pelo coproduto.

Mercado do caroço de algodão segue sob pressão em MT

A queda de 23,76% em 12 meses reforça o cenário de enfraquecimento das cotações em Mato Grosso. Mesmo com uma safra menor, a maior disponibilidade de produto após o beneficiamento e a demanda reduzida continuam limitando a reação dos preços.

Para produtores e agentes da cadeia algodoeira, o comportamento do mercado nos próximos meses dependerá da evolução da comercialização e de uma possível retomada da procura pelo caroço de algodão.

Fonte: Portal do Agronegócio

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