Publicado em: 15/01/2024 às 11:50hs
O Brasil, enfrentando uma retração anual de 10%, preserva seu posto como o segundo maior exportador mundial de algodão em 2023. Com o envio de 1,618 milhão de toneladas ao exterior de janeiro a dezembro, o país gerou uma receita de US$ 3,07 bilhões no ano.
Esse desempenho, previsto pela Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa), foi influenciado por desafios climáticos adversos na safra 2022/2023 e por conflitos armados globais em curso. Alexandre Schenkel, presidente da Abrapa, observa que a conjuntura mundial, marcada por instabilidade devido a eventos geopolíticos, afetou a demanda global por algodão, impactando as exportações brasileiras.
Apesar desses desafios, o segundo semestre de 2023 testemunhou um aumento no ritmo das exportações, impulsionado por uma safra recorde com excelente qualidade. Segundo Schenkel, a produção brasileira de algodão se destaca pela certificação socioambiental, abrangendo mais de 80% da safra nacional, atendendo à crescente demanda por produtos sustentáveis.
Em 2023, as exportações de algodão do Brasil representaram 74% do total de 1,194 milhão de toneladas, um aumento de 24% em relação ao mesmo período de 2022. Isso consolidou o algodão como a sétima maior cadeia produtiva brasileira, contribuindo com 2% da receita total do agronegócio, que atingiu US$ 167,5 bilhões.
Além disso, a estratégia de estabelecer laços próximos com os mercados compradores provou ser bem-sucedida. O Brasil, por meio do Cotton Brazil, realizou 18 eventos internacionais e cinco missões comerciais em 2023, fortalecendo as relações entre produtores brasileiros e importantes atores da indústria têxtil mundial. As informações foram fornecidas pela assessoria de imprensa da Abrapa.
Fonte: Portal do Agronegócio
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