Publicado em: 27/02/2024 às 11:30hs
A Consultoria Agro Itaú BBA apresenta uma análise abrangente do mercado de algodão, explorando tanto as tendências globais quanto os cenários específicos do Brasil. O relatório de fevereiro de 2024 aborda ajustes no balanço global de oferta e demanda da pluma, destacando projeções do USDA e desafios climáticos nos EUA.
O relatório destaca que o último balanço global de oferta e demanda do USDA trouxe ajustes mínimos, com leve redução na produção global de algodão, estimada em 24,6 milhões de toneladas. A projeção de crescimento no consumo para 2023/24 é de 1%, atingindo 24,5 milhões de toneladas, enquanto os estoques estão previstos para aumentar em linha com o consumo, totalizando 18,2 milhões de toneladas na temporada atual.
A análise revela uma mudança significativa nas expectativas, passando de um déficit inicialmente projetado para um superávit de 79 mil toneladas de pluma na última atualização. Este desvio é notavelmente maior do que as previsões anteriores, sinalizando uma mudança no argumento a favor de preços mais altos em 2024.
No Brasil, embora a área plantada deva aumentar, a produtividade tende a ser menor em comparação com a safra anterior, resultando em uma produção semelhante à de 2022/23, conforme estimado pela CONAB em 3,3 milhões de toneladas. O relatório destaca o aumento da área plantada no Mato Grosso, principal produtor, impulsionado pela menor rentabilidade do milho e condições climáticas irregulares.
Nos EUA, o USDA projeta uma queda na produção de algodão devido a problemas climáticos, resultando em uma redução no excedente exportável e estoques finais mais apertados.
O relatório apresenta estratégias de proteção de preço futuro diante das incertezas do mercado. Recomenda-se uma estrutura de hedge para proteger contra quedas nos preços, permitindo participação em possíveis altas até determinado ponto. A análise destaca a importância de compreender as variáveis que influenciam os preços, incluindo fatores climáticos, oferta e demanda global, e as projeções para o consumo e produção nos principais mercados, como China e EUA.
A perspectiva é de um mercado global mais apertado devido à quebra de safra nos EUA, mas os preços futuros indicam uma trajetória descendente em Nova Iorque, apontando desafios para a valorização no curto prazo no Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
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