Algodão

Amipa prevê alta de quase 50% na safra de algodão

A safra de algodão em pluma 2017/2018 em Minas Gerais irá alcançar patamar superior a 40 mil toneladas, sendo projetado um aumento acima de 48,15% em relação à safra 2016/2017, que fechou em 27,4 mil toneladas.


Publicado em: 16/03/2018 às 11:20hs

Amipa prevê alta de quase 50% na safra de algodão

A estimativa é da Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa), que anuncia também crescimento na área plantada no Estado em 59,49%, saltando de 15.846,5 hectares da safra anterior para atuais 25.274 hectares. O prognóstico da Amipa para a safra mineira de algodão representa 43,6 pontos percentuais a mais do que o aumento médio de 4,5% da produção nacional, estimado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Esse aumento previsto pela Amipa na produção corrobora o trabalho de fomento da Amipa ao plantio do algodão dentro do Estado. Alicerçada pelo Proalminas – Programa de Incentivo à Cultura do Algodão do Estado de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e dos Sindicatos das Indústrias Têxteis, a Amipa aprovou no ano passado uma série de ações estratégicas visando ao incentivo ao plantio de algodão.

“Apoiamos empreendedores que estão instalando usinas de beneficiamento de algodão; concebemos projetos próprios para construção de algodoeiras em regiões carentes de unidades de beneficiamento; executamos instalação de conjuntos de irrigação por gotejo para a agricultura familiar norte mineira; e acompanhamos de perto os novos associados - até então apenas produtores de grãos e agora cotonicultores”, disse o diretor executivo da Amipa, Lício Augusto Pena de Sairre.

Além das ações citadas por Lício Pena, a Amipa já atua no sentido de fornecer aos produtores associados apoio em diversas frentes de trabalho. Nas áreas tecnológica e biotecnológica, mantém ativos em sua filial instalada em Uberlândia, como a Central de Classificação de Fibra de Algodão (Minas Cotton) e a Fábrica de Produtos Biológicos (Biofábrica), atuando, respectivamente, na avaliação da fibra do algodão produzida no Estado e na produção de agentes biológicos para controle de pragas nas lavouras mineiras.

Na outra ponta, lidera importantes projetos técnicos dedicados ao trabalho de monitoramento de pragas na cotonicultura e culturas de rotação; pesquisa de novos manejos; supressão do bicudo-do-algodoeiro (principal praga do algodão), por meio da doação e subsídios para compra de insumos e de instrumentos de monitoramento e controle populacional de pragas; controle fitossanitário; fomento de práticas socioambientais e certificação do algodão; oferta de treinamentos e capacitação constante de proprietários, agrônomos, técnicos e funcionários das fazendas envolvidas com a produção de algodão.

Agricultura familiar

Por conta desse trabalho, além do aumento na produção do algodão em Minas, outros resultados começaram a aparecer, como a instalação e reativação de novas plantas algodoeiras no entorno das regiões produtoras – eram sete em funcionamento na safra 16/17 e agora serão dez, incluindo uma na região Norte do Estado, onde predomina a agricultura familiar.

Cada nova usina poderá criar cerca de 50 novos empregos diretos, além de promover incremento nas economias locais com a geração de novas fontes de renda, aumento na demanda de fretes e abertura de espaço para o comércio do caroço do algodão, entre outros derivados do produto. O número de famílias que vivem do cultivo do algodão no semiárido do Norte de Minas também cresceu de 60 para 150, por meio de ações fomentadas e apoiadas pela Amipa.

Grande aliada da Amipa no consumo da produção do algodão regional, a indústria têxtil mineira é o quarto maior polo comprador de algodão no Brasil. Com uma demanda em torno de 100 mil toneladas, toda a produção mineira é absorvida pela indústria do Estado e o excedente é adquirido de outros estados produtores e, até mesmo, do exterior.

Além do mercado interno, os associados da Amipa também estão bem posicionados na exportação de parte de sua produção de pluma. Esse fato atesta a qualidade da pluma produzida em Minas Gerais - hoje certificada em sua origem e quantidade pelo Estado, por meio do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).

Estímulo à produção

Ao se considerar os últimos cinco anos-safra, o consumo mundial de algodão cresceu 8,7%, com destaque para China (13%), Índia (6,5%), Bangladesh (35,9%), Turquia (11,1%) e Vietnã (90,5%). Além disso, o produto tem se tornado um investimento seguro no Brasil, tendo em vista o preço pago pela fibra, que se mantém estável já por três safras seguidas, o que deixa o produtor mais confiante na hora de apostar no cultivo do algodão.

Fonte: Diário do Comércio

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