Algodão

Algodão oscila em Nova York com impacto do dólar e balanço das vendas dos EUA

Mercado internacional avalia dados do USDA e movimentos do câmbio, enquanto operadores ajustam posições diante da volatilidade das commodities


Publicado em: 13/02/2026 às 11:18hs

Algodão oscila em Nova York com impacto do dólar e balanço das vendas dos EUA
Foto: CNA
Cotações do algodão oscilam na Bolsa de Nova York

O mercado de algodão encerrou a quinta-feira (12) com leve alta na Intercontinental Exchange (ICE Futures), após uma manhã marcada por quedas e ajustes técnicos. Os contratos com entrega em março de 2026 terminaram o dia cotados a 62,29 centavos de dólar por libra-peso, registrando ganho de 0,5%. Já o contrato para maio subiu 0,4%, para 64,33 centavos de dólar por libra-peso.

Durante a sessão matinal, o mercado chegou a operar em baixa, acompanhando o fortalecimento do dólar e a cautela dos investidores. No entanto, as cotações reagiram no decorrer do dia, sustentadas pelos dados positivos de exportação dos Estados Unidos.

Vendas norte-americanas impulsionam recuperação

O suporte para a recuperação veio do relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que mostrou vendas líquidas de 231 mil fardos de algodão na semana encerrada em 5 de fevereiro, referentes à safra 2025/26. O Vietnã foi o principal importador, com 95,4 mil fardos, reforçando a demanda consistente pelo produto norte-americano.

Para a temporada 2026/27, o USDA registrou novas vendas de 50,9 mil toneladas, ampliando as perspectivas de estabilidade no comércio internacional da fibra. Esses números sustentaram o otimismo no fim do pregão, apesar da volatilidade observada ao longo do dia.

Dólar forte e petróleo em queda limitam ganhos

O fortalecimento do dólar americano frente a outras moedas foi um dos principais fatores de pressão no mercado. A valorização da moeda norte-americana tende a reduzir a competitividade das commodities cotadas em dólar, como o algodão, desestimulando compras externas no curto prazo.

Além disso, a queda recente do petróleo e o comportamento misto de outras commodities agrícolas criaram um ambiente de negociação mais contido, levando parte dos operadores a adotar uma postura de cautela. O volume de negócios na ICE seguiu ativo, embora abaixo dos níveis observados no início da semana.

Perspectivas e influência dos fatores macroeconômicos

Analistas apontam que o mercado de algodão segue em busca de direção clara, oscilando entre os fundamentos sólidos da demanda internacional e os efeitos macroeconômicos do câmbio e das commodities correlatas.

A tendência de curto prazo dependerá do comportamento do dólar e da evolução da demanda asiática, especialmente do Vietnã e da China, que mantêm papel central nas importações globais da pluma. No médio prazo, os operadores aguardam novas sinalizações do USDA sobre estoques e projeções de exportação.

Fonte: Portal do Agronegócio

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