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Algodão

Algodão no Cerrado baiano: cultivares alcançam 468 arrobas por hectare em ensaios

Fundação Bahia avaliou 46 cultivares na safra 2025/26; cinco materiais superaram US$ 3 mil por hectare de rentabilidade líquida no ensaio de sequeiro


Publicado em: 08/10/2026 às 17:30hs

Algodão no Cerrado baiano: cultivares alcançam 468 arrobas por hectare em ensaios

Ensaios conduzidos pela Fundação Bahia na safra 2025/2026 registraram produtividade de até 468 arrobas de algodão em caroço por hectare no Cerrado baiano. A pesquisa avaliou 46 cultivares em oito propriedades, em áreas de sequeiro e com irrigação complementar, para identificar o desempenho dos materiais nas condições de produção da região.

Além do volume colhido, o estudo analisou qualidade da fibra, características agronômicas, ocorrência de pragas e doenças e retorno econômico. Os resultados oferecem referências para produtores e técnicos escolherem cultivares considerando tanto o potencial produtivo quanto os fatores que influenciam a rentabilidade.

Cultivares se destacam em produtividade e retorno econômico

No ensaio de sequeiro, oito cultivares ultrapassaram 435 arrobas por hectare de algodão em caroço e 184 arrobas por hectare de fibra. Na avaliação econômica, cinco materiais apresentaram rentabilidade líquida superior a US$ 3 mil por hectare.

Os ensaios com irrigação também identificaram cultivares com destaque em produtividade e retorno econômico.

A análise conjunta desses indicadores permite ampliar a comparação entre os materiais. Uma cultivar com elevado volume de produção precisa ser avaliada também pela qualidade da fibra, pelas condições sanitárias e pelos custos envolvidos no cultivo.

Escolha da cultivar exige avaliar genética, ambiente e manejo

Segundo a Fundação Bahia, a produtividade resulta da interação entre genética, ambiente, manejo e condições fitossanitárias. Por isso, o desempenho observado nos ensaios deve ser interpretado conforme as características de cada sistema de produção.

O presidente da instituição e produtor rural, Jarbas Bergamaschi, destaca que a pesquisa busca transformar os resultados de campo em informações úteis para a tomada de decisão.

Na avaliação dele, reunir dados de produtividade, qualidade, sanidade e rentabilidade ajuda a aproximar a escolha das cultivares da realidade do Cerrado baiano e a orientar uma produção mais eficiente.

Pesquisa acompanha cultivares há mais de dez anos

Os trabalhos foram conduzidos pelos pesquisadores Murilo Barros Pedrosa e Eleusio Curvelo Freire, em condições representativas da produção regional. O projeto é desenvolvido há mais de dez anos com apoio da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa).

Pedrosa, responsável pelo estudo, ressalta que a avaliação precisa ser contínua, pois novos materiais chegam ao mercado a cada safra com características e tecnologias distintas.

A realização dos ensaios em propriedades da região permite comparar as respostas das cultivares ao ambiente e aos manejos adotados, incluindo diferenças entre áreas de sequeiro e aquelas com irrigação complementar.

Estudo completo está disponível gratuitamente

A publicação “Comportamento de cultivares de algodoeiro no Cerrado da Bahia – Safra 2025/2026” está disponível para consulta pública gratuita.

O material reúne resultados, gráficos e informações técnicas sobre produtividade, qualidade da fibra, sanidade, desempenho agronômico e aspectos econômicos das 46 cultivares avaliadas.

Produtores, consultores, pesquisadores e técnicos podem consultar o estudo na seção Boletins e Circulares de Culturas – Algodão, na página da Fundação Bahia.

Estudo

Fonte: Portal do Agronegócio

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