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Algodão encerra 2025 com preços em queda, mas exportações mantêm Brasil entre líderes globais

Produção recorde e demanda interna enfraquecida pressionaram o mercado, enquanto o avanço das exportações garantiu o escoamento da pluma e sustentou o protagonismo brasileiro no setor


Publicado em: 07/01/2026 às 11:00hs

Algodão encerra 2025 com preços em queda, mas exportações mantêm Brasil entre líderes globais
Produção recorde e consumo fraco marcam o ano do algodão

O ano de 2025 foi desafiador para o setor algodoeiro brasileiro. A produção histórica, aliada ao baixo consumo interno e à desvalorização no mercado internacional, provocou uma queda prolongada nos preços domésticos.

Apesar disso, as exportações desempenharam papel crucial para equilibrar o mercado, ajudando a escoar o excedente e a manter o Brasil entre os principais fornecedores globais da fibra.

Primeiro semestre teve valorização apoiada por vendedores e mercado externo

Nos cinco primeiros meses de 2025, os preços do algodão no mercado interno registraram movimento de alta. Em maio, a cotação atingiu a maior média mensal real desde março de 2024, de acordo com o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) de novembro de 2025.

Essa sustentação foi impulsionada pela postura firme dos vendedores durante a entressafra e pela valorização do algodão no mercado internacional.

Queda acentuada a partir de junho

A partir de junho, entretanto, o cenário mudou. Os preços da pluma passaram a cair com mais intensidade, pressionados pela desvalorização externa, pela queda do dólar e pelo aumento das vendas de estoques da safra 2023/24.

Além disso, a proximidade da colheita recorde de 2024/25 ampliou a percepção de excesso de oferta. Diante desse quadro, compradores adotaram uma postura mais cautelosa, aguardando condições mais favoráveis para negociar.

Mercado interno perde competitividade frente à exportação

Com a oferta elevada e uma demanda interna moderada, a recuperação dos preços foi limitada. A instabilidade geopolítica e o câmbio menos favorável também contribuíram para esse cenário.

A partir de outubro, o mercado doméstico passou a operar abaixo da paridade de exportação, situação que não ocorria desde o final de 2024. Em novembro, embora os embarques continuassem intensos, as médias mensais dos preços caíram para o menor patamar real desde setembro de 2009.

Exportações recordes sustentam protagonismo do Brasil

Mesmo com a desvalorização interna, o Brasil reforçou seu papel de destaque no mercado global de algodão. As exportações da safra 2024/25 alcançaram volume recorde de 2,835 milhões de toneladas entre agosto de 2024 e julho de 2025, um aumento de 6% em relação à safra anterior, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Para o início de 2026, agentes já intensificam novas programações de embarques e contratos futuros, consolidando o mercado a termo como a principal estratégia de gestão comercial do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

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