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Algodão

Algodão cai 3,58% em São Paulo e negócios travam com pressão de Nova York

Recuo das cotações internacionais pesa sobre o mercado brasileiro; Conab projeta safra de 4,157 milhões de toneladas de pluma em 2026/27, com expansão da área e menor produtividade.


Publicado em: 16/10/2026 às 15:30hs

Algodão cai 3,58% em São Paulo e negócios travam com pressão de Nova York

Os preços do algodão recuaram no mercado brasileiro ao longo da semana, acompanhando o desempenho negativo dos contratos futuros em Nova York. Segundo a Safras Consultoria, a desvalorização foi acompanhada pela redução do ritmo das negociações, que ficaram travadas nos últimos dias.

A referência para o algodão entregue à indústria de São Paulo passou de R$ 4,19 para R$ 4,04 por libra-peso, uma queda de 3,58%. Em Rondonópolis, em Mato Grosso, a cotação diminuiu de R$ 133,00 para R$ 129,17 por arroba, com perda de R$ 3,83 no período.

Enquanto o mercado acompanha a pressão sobre os preços, as primeiras estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam produção brasileira praticamente estável na temporada 2026/27.

Queda em Nova York limita negociações de algodão no Brasil

O enfraquecimento do referencial internacional influenciou a formação dos preços domésticos e manteve a comercialização em ritmo reduzido, conforme o levantamento da Safras.

O movimento atingiu tanto a referência de entrega à indústria paulista quanto os preços em Mato Grosso, principal estado produtor da fibra. Em Rondonópolis, a redução equivale a aproximadamente 2,88% sobre a cotação anterior.

As referências mostram a perda de força do mercado ao longo da semana, em um ambiente de dificuldade para a concretização de novos negócios.

Conab estima safra de algodão em 4,157 milhões de toneladas

No primeiro levantamento da safra 2026/27, a Conab estima que o Brasil produzirá 4,157 milhões de toneladas de algodão em pluma, ante 4,145 milhões de toneladas na temporada anterior.

A projeção representa um crescimento de aproximadamente 0,3%, sustentado pela ampliação da área plantada. A expectativa de menor rendimento das lavouras, porém, limita o avanço da produção nacional.

A área destinada à cultura deverá alcançar 2,093 milhões de hectares, aumento de 3,7% em relação aos 2,018 milhões de hectares do ciclo 2025/26.

Já a produtividade média está estimada em 1.986 quilos de pluma por hectare, abaixo dos 2.054 quilos por hectare da safra passada. A redução prevista é de aproximadamente 3,3%.

Mato Grosso deve ampliar produção e manter liderança

Mato Grosso deverá colher 2,8317 milhões de toneladas de algodão em pluma em 2026/27, mantendo a liderança nacional.

O volume representa crescimento de cerca de 1% sobre as 2,8026 milhões de toneladas produzidas na temporada anterior.

Com esse resultado, o estado deverá responder por aproximadamente 68% da produção brasileira de pluma projetada pela Conab.

Bahia e Goiás têm previsão de queda na colheita

Na Bahia, segundo maior produtor nacional, a estimativa é de 904,2 mil toneladas de algodão em pluma, recuo de 2,9% em relação às 931,5 mil toneladas registradas em 2025/26.

Para Goiás, a Conab projeta produção de 54,6 mil toneladas, queda de 8,8% frente às 59,9 mil toneladas da temporada passada.

As estimativas indicam que a expansão da área brasileira deverá compensar a menor produtividade média, mantendo a oferta nacional próxima à do ciclo anterior. No mercado físico, o desempenho recente de Nova York segue como referência para os preços e para o ritmo das negociações.

Fonte: Portal do Agronegócio

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