Publicado em: 25/03/2026 às 11:35hs
O algodão brasileiro será um dos protagonistas da 38ª Conferência Internacional do Algodão de Bremen, realizada entre os dias 25 e 27 de março, na Alemanha. A participação da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) ocorre em um momento em que a indústria têxtil global intensifica a busca por cadeias produtivas mais transparentes, sustentáveis e rastreáveis.
Considerado um dos principais fóruns mundiais do setor, o evento reúne especialistas e lideranças de toda a cadeia do algodão para discutir tendências, desafios e o futuro da indústria. Nesse cenário, a presença da Abrapa reforça o posicionamento do Brasil como uma das principais origens globais da fibra.
Durante o evento, a Abrapa destaca os avanços do algodão brasileiro, que alia produtividade, tecnologia e compromisso socioambiental. Segundo o presidente da entidade, Gustavo Piccoli, o país evoluiu para atender às novas exigências do mercado internacional.
De acordo com ele, além da qualidade da fibra, fatores como transparência, rastreabilidade e responsabilidade ambiental passaram a ser determinantes para a competitividade global. A participação na conferência busca fortalecer a confiança e ampliar as conexões comerciais com o mercado europeu.
Um dos destaques da programação é a sessão sobre “Qualidade e Testagem do Algodão”, que aborda métodos de avaliação da fibra. O painel reúne especialistas internacionais e conta com a participação do gerente de qualidade da Abrapa, Deninson Lima.
O representante brasileiro apresentará os avanços obtidos a partir das análises realizadas com instrumentos HVI, utilizados no país para medir padrões de qualidade. Segundo Lima, a avaliação da incerteza de medição é essencial para garantir padronização entre laboratórios e fortalecer o posicionamento do algodão brasileiro no mercado internacional.
Outro ponto relevante da participação brasileira está na discussão sobre o panorama econômico do setor, na sessão “Economia – Além do Fardo: a história do mercado”.
O debate reúne representantes da Abrapa e de instituições internacionais, como Cotton Incorporated e Cotlook, para analisar tendências de produção, consumo e comércio global. A proposta é ampliar a compreensão do mercado, considerando não apenas volumes, mas também fatores como sustentabilidade e exigências dos consumidores.
A rastreabilidade será tema central na sessão “Algodão Rastreável. Cadeia Transparente”, que discutirá os avanços e desafios na construção de cadeias de suprimento mais confiáveis.
O Brasil será representado por Haroldo Cunha, que apresentará o programa SouABR, iniciativa que permite rastrear o algodão desde a peça final até sua origem na fazenda. A ferramenta atende à crescente demanda internacional por informações verificáveis e fortalece a credibilidade da produção brasileira.
A delegação brasileira também levará à conferência o movimento “Sou de Algodão”, voltado à valorização da fibra no mercado interno. A iniciativa será apresentada como um case de comunicação e engajamento com consumidores e a indústria têxtil.
Segundo a diretora de Relações Institucionais da Abrapa, Silmara Ferraresi, ações de promoção são fundamentais para aproximar o consumidor da origem do produto e destacar o trabalho realizado no campo. A participação no evento internacional amplia o diálogo sobre inovação e responsabilidade no setor.
Para os organizadores da conferência, a presença do Brasil reforça seu protagonismo na cadeia global do algodão. De acordo com o diretor do evento, Axel Drieling, o país tem se destacado pela produção de alta qualidade, impulsionada pelo uso de tecnologia avançada.
Além disso, o pioneirismo brasileiro na rastreabilidade completa da cadeia do algodão foi apontado como um diferencial competitivo relevante. A participação da Abrapa na conferência, segundo ele, agrega valor ao evento e fortalece o intercâmbio global de conhecimento.
A atuação do Brasil na Conferência de Bremen consolida o país como referência internacional na produção de algodão, com foco em qualidade, inovação e transparência, pilares cada vez mais exigidos pelo mercado global.
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias