Publicado em: 06/08/2025 às 10:20hs
Revisão da regulamentação do transporte de algodão
Representantes da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) e de entidades do Comitê Executivo de Defesa Sanitária Vegetal de Goiás (CEDSV/GO) se reuniram no dia 1º de agosto para discutir a atualização das normas do Programa Estadual de Prevenção e Controle do bicudo-do-algodoeiro. A principal meta é aprimorar o acondicionamento das cargas para evitar perdas durante o transporte e impedir o surgimento de plantas voluntárias que facilitam a proliferação da praga, um dos maiores desafios da cotonicultura.
A iniciativa partiu de uma solicitação da Associação Goiana dos Produtores de Algodão (Agopa), que pediu a revisão da regulamentação vigente sobre o transporte do algodão no estado. Segundo o presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, o diálogo contínuo com o setor produtivo é essencial para buscar soluções técnicas que garantam a sanidade das lavouras e a competitividade da agricultura goiana.
De acordo com o gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Leonardo Macedo, esta foi a terceira reunião envolvendo representantes da cadeia produtiva para revisar a instrução normativa do programa. O texto da revisão foi construído coletivamente, aprovado pelo Comitê e seguirá agora para análise jurídica antes da publicação oficial.
O objetivo principal da revisão é evitar o transporte irregular de algodão e impedir que restos da cultura fiquem espalhados durante o trajeto, o que poderia gerar focos de plantas voluntárias (tigueras) e facilitar a reintrodução do bicudo-do-algodoeiro nas lavouras.
“Essas plantas voluntárias são portas de entrada para a praga e dificultam seu manejo, especialmente em regiões de alta produção”, destacou Leonardo Macedo.
A reunião contou com a presença de representantes da Agrodefesa, Seapa, Agopa, Crea-GO, Embrapa, Mapa, Emater, IGA, Faeg, entre outras instituições, reforçando o caráter integrado e colaborativo do processo.
O bicudo-do-algodoeiro é a principal praga da cotonicultura, capaz de reduzir até 70% da produção quando não controlado. Para conter seu avanço, a Agrodefesa instituiu em 2019 o vazio sanitário do algodão, que determina períodos sem plantas de algodão ou plantas voluntárias reprodutivas, além da eliminação de restos culturais em áreas produtivas e instalações ligadas ao setor.
O Comitê Executivo de Defesa Sanitária Vegetal de Goiás, criado em 2024, é formado por 31 membros de 16 instituições públicas e privadas, com o objetivo de gerenciar os programas de prevenção e controle de pragas, identificar problemas e propor soluções para fortalecer a defesa sanitária vegetal no estado.
Além da Seapa, Agrodefesa e Agopa, o Comitê conta com a participação da Emater, Superintendência Federal de Agricultura (SFA/GO/Mapa), Ministério Público de Goiás, Embrapa Arroz e Feijão, Faeg, Instituto Goiano de Agricultura, Crea-GO, UFG, UEG, Sindiveg, Agrosem, OCB-GO e a Aprosoja/GO.
Essa integração fortalece a governança do setor e contribui para a sustentabilidade e competitividade da agricultura goiana.
Fonte: Portal do Agronegócio
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