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Bovinos de Corte

Genética bovina ganha protagonismo nos remates de primavera de Hereford e Braford

Conexão Delta G projeta oferta de touros e ventres geneticamente superiores e reforça importância da avaliação genética, adaptação e desempenho na escolha de reprodutores


Publicado em: 22/09/2026 às 14:00hs

Genética bovina ganha protagonismo nos remates de primavera de Hereford e Braford

A temporada de remates de primavera ganha força no Rio Grande do Sul e coloca novamente a genética bovina no centro das decisões dos pecuaristas. Com a oferta de touros e ventres das raças Hereford e Braford, criatórios buscam apresentar animais capazes de agregar produtividade, adaptação e valor aos rebanhos comerciais e aos plantéis de seleção.

Na Conexão Delta G, a expectativa é de comercialização de um volume expressivo de reprodutores e fêmeas durante a temporada, com ênfase em animais que apresentam desempenho comprovado e superioridade genética.

Segundo o vice-presidente da Conexão Delta G, Octaviano Pereira Neto, a aquisição de animais geneticamente superiores representa uma estratégia para produtores interessados em acelerar os ganhos produtivos do rebanho.

“A compra de animais superiores traz como principal benefício a garantia de que o produtor encontrará aquele mérito genético desejado para o incremento da produtividade do seu rebanho”, afirma.

Avaliação genética amplia segurança na escolha dos reprodutores

Para Pereira Neto, a escolha de um touro ou de uma matriz não deve considerar apenas características visuais. Dados de desempenho e informações geradas por programas de melhoramento genético são ferramentas importantes para identificar animais com maior potencial de transmissão de características desejáveis às próximas gerações.

Entre os principais indicadores estão as Diferenças Esperadas na Progênie (DEPs) e as classificações em Decas, que distribuem os animais avaliados em grupos de desempenho.

Na metodologia destacada pela Conexão Delta G, a preferência recai sobre animais classificados nas Decas 1, 2 e 3, que correspondem, respectivamente, aos grupos dos 10%, 20% e 30% superiores dentro das avaliações.

A estratégia permite associar características produtivas, reprodutivas, de carcaça e de adaptação à realidade de cada sistema de produção.

Quatro índices reúnem características de interesse econômico

A Conexão Delta G trabalha com quatro índices que integram as 27 características avaliadas pelo programa de melhoramento genético: Desmama, Final, Carcaça e Adaptação.

O Índice de Desmama reúne características relacionadas à capacidade de produzir bezerros mais pesados e com maior velocidade de ganho de peso. O objetivo é identificar animais capazes de contribuir para o desempenho da produção já nas primeiras etapas do ciclo pecuário.

Já o Índice Final considera o desempenho do animal ao longo do seu desenvolvimento, incluindo aspectos relacionados à conformação, precocidade, musculatura, perímetro escrotal, peso e características funcionais.

Segundo Pereira Neto, esse conjunto de informações permite posicionar os animais dentro do ranking genético e identificar aqueles que apresentam desempenho superior no universo avaliado.

Características de carcaça ganham espaço na seleção

Outro indicador utilizado pela Conexão Delta G é o Índice de Carcaça, que reúne características relacionadas ao potencial de produção de carne e à qualidade do produto final.

Entre os parâmetros considerados estão a área de olho de lombo, o marmoreio e a espessura de gordura subcutânea, incluindo a avaliação na região da picanha.

A utilização dessas informações amplia a possibilidade de direcionar a seleção genética não apenas para ganho de peso, mas também para características associadas ao rendimento e à qualidade da carne.

Adaptação é fator estratégico para a pecuária

Em sistemas de produção a pasto, a capacidade de adaptação dos animais às condições ambientais também representa um componente importante da seleção genética.

O Índice de Adaptação reúne características relacionadas à capacidade dos bovinos de enfrentar diferentes condições de ambiente. Entre elas está a resistência ao carrapato, representada pelo indicador Ecto.

Nesse caso, quanto mais negativa for a DEP, maior é a resistência genética estimada do animal ao parasita.

Também entram nas avaliações características como pelame, pigmentação ocular e conformação de umbigo, associadas à adaptação dos bovinos ao calor e às condições encontradas nos sistemas de produção.

De acordo com o dirigente, essas características podem contribuir para que os animais enfrentem desafios ambientais e sanitários, especialmente em regiões sujeitas a calor, presença de carrapatos e diferentes condições de pastagem.

CEIP reforça seleção de animais superiores

Além dos índices de melhoramento, a Conexão Delta G é credenciada junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para a classificação de animais com Certificado Especial de Identificação e Produção (CEIP).

O certificado é destinado a animais considerados superiores dentro de seus respectivos grupos de avaliação, sendo concedido a uma parcela dos indivíduos de cada geração.

A seleção também contempla animais classificados como Dupla Marca, que precisam apresentar dados próprios de desempenho na desmama e no sobreano e estar entre os 30% superiores nos programas de melhoramento genético homologados pela Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB).

Temporada de remates de primavera movimenta a genética bovina

A combinação entre avaliação genética, desempenho produtivo e características de adaptação deve permanecer entre os principais pontos de atenção dos pecuaristas durante os remates de primavera.

Para a Conexão Delta G, a aquisição de reprodutores e matrizes com informações consistentes pode representar uma ferramenta para direcionar o melhoramento dos rebanhos e construir ganhos genéticos ao longo das gerações.

“A expectativa é de que a qualidade genética ofertada contribua não apenas para os resultados produtivos dos compradores, mas também para a valorização dos plantéis ao longo das próximas gerações”, afirma Pereira Neto.

Remates já realizados e agenda de outubro

A temporada de primavera já começou no Rio Grande do Sul. Em setembro, foram realizados o Leilão Selo Racial, da Cia. Azul Agropecuária, e o Remate Gap de Primavera, da Gap Genética, ambos em Uruguaiana (RS).

Ainda em setembro está previsto o Remate Pitangueira, do Grupo Pitangueira, em Itaqui (RS).

Para outubro, a programação prevê mais sete remates, ampliando a oferta de animais Hereford e Braford e mantendo a genética como um dos principais focos da temporada de comercialização.

Com a maior disponibilidade de informações sobre desempenho, carcaça, reprodução e adaptação, os remates de primavera deixam de ser apenas uma vitrine de animais e passam a representar uma oportunidade para o produtor direcionar, de forma mais objetiva, a evolução genética do rebanho.

Fonte: Portal do Agronegócio

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