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Produtores rurais do norte do Espírito Santo participaram, na última quinta-feira (21), na sede do Grupo Alegria, no município de Jaguaré, de uma audiência pública sobre o ‘Uso de defensivos agrícolas com responsabilidade’. O tema em pauta foi proposto pela Associação das Revendas Agrícolas do Estado do Espírito Santo (Assoagres), com apoio do Sindicato Rural de Jaguaré, após reuniões anteriores com o Ministério Público com acusações de setores da sociedade em relação às pulverizações de defensivos na agricultura. Mais de 250 pessoas participaram do evento.

A reunião teve a presença da promotora de justiça, Graziella Maria Deprá, lideranças rurais e profissionais renomados do setor agronômico. O coordenador técnico do Cento de Desenvolvimento do Agronegócio (Cedagro), engenheiro agrônomo Gilmar Dadalto, iniciou o encontro apresentando a importância do agronegócio e os desafios do setor para o futuro. “Até 2020, o Brasil produzirá 40% de tudo que se produz no mundo, segundo dados da FAO. Agronegócio é alimento, energia, combustível, roupas, moveis, pneus, turismo, produção de água. Tudo envolve o setor produtivo no campo. Precisamos recuperar água, solo e floresta, mas com bom senso e conhecimento de campo”, destacou Dadalto. Segundo o agrônomo, as legislações ambientais possuem muita burocracia e pouca operacionalização.

O professor da Universidade Federal do Espírito Santo, Edney Leandro da Vitória, explicou sobre a necessidade dos produtores rurais conhecerem as técnicas de aplicação de defensivos agrícolas. “A dosagem correta é fundamental nas pulverizações na agricultura. Se existe uma quantidade adequada, se o produtor usar a mais poderá acarretar em outros problemas no campo”, exemplificou. Para isso, segundo o professor, é ideal o conhecimento de tipos de bicos, volume de calda, tamanho da gota, além de outros pontos necessários.

A Agência Nacional de Defesa Vegetal (Andef) também esteve presente no encontro manifestando sua posição em relação a utilização de agroquímicos nas lavouras. “Os produtos sintéticos são apenas mais uma ferramenta de controle a pragas e doenças que colocam em risco a produção rural. Com a crescente demanda por alimentos, para aumentar a produtividade na área agricultável que temos no país, é preciso tecnologia, ciência e pesquisa sejam em qualquer tipo de cultivo agrícola”, pontuou Luiz Carlos Ribeiro, gerente técnico da Andef.

O diretor geral da Defagro, Wilson Gravel, destacou a presença dos produtores, especialistas e lideranças. “A reunião foi muito importante para apresentar à sociedade a organização do setor e os trabalhos que são realizados para as boas práticas agrícolas nas propriedades, além de mostrar a necessidade que o agricultor tem em diminuir os riscos de sua produção com o controle de pragas e doenças nas lavouras”, afirmou Gravel.

Comissão é formada para acompanhar soluções propostas

Representado pelo engenheiro agrônomo Geraldo Ferregueti, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES) parabenizou a iniciativa para o debate de ideias e, diante de todas as abordagens, creditou o problema da utilização de defensivos agrícolas na aplicação no campo. “Temos que resolver esse problema. E ele é de todos. A produção rural gera benefícios para todas as partes da economia, então todos nós precisamos estar envolvidos”, afirmou Ferregueti.

Ao final das apresentações, os participantes debateram sobre o tema e a promotora de justiça fez o encerramento com alguns encaminhamentos. “As audiências públicas são momentos de ouvir posições antagônicas. Ninguém está querendo proibir defensivos agrícolas, queremos o uso com responsabilidade. A promotoria está de portas abertas para defender o município e vamos buscar soluções para as questões necessárias”, disse Graziela Deprá.

Uma comissão com representantes das instituições presentes foi formada para avançar nas deliberações propostas, entre elas a solicitação de mais técnicos federais e estaduais para atuar na fiscalização e orientação aos produtores, mapeamento de áreas passíveis de receber pulverização aérea de acordo com lei vigente, capacitação de todos aplicadores de agroquímicos no período de até dois anos e solicitação de valorização de profissionais públicos envolvidos com atividade rural.

Data de Publicação: 25/02/2013 às 14:40hs
Fonte: Rurale Assessoria de Imprensa
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