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Soja tem novas altas em Chicago nesta 5ª feira, como foco no clima e na demanda

Os preços da soja têm leves altas na Bolsa de Chicago nesta manhã de quinta-feira (16). Os futuros da oleaginosa dão continuidade ao movimento de avanço iniciado na última terça-feira (14) e, por volta de 7h50 (horário de Brasília), subiam entre 5 e 5,75 pontos nos principais contratos. Assim, o julho tinha US$ 8,40 e o agosto, US$ 8,47 por bushel.

O mercado segue focado nas adversidades climáticas registradas no Corn Belt, as quais provocam atrasos consideráveis no plantio da soja e do milho da safra 2019/20. Hoje e amanhã, de acordo com as previsões, poderão ser dias de tréguas das chuvas, mas elas voltam depois do dia 18, aproximadamente, e novamente interrompem os trabalhos de plantio em várias regiões.

No entanto, nos radares dos traders estão também as coberturas de posições por parte dos fundos, que ainda acontecem, mesmo que de forma mais tímida, e as informações sobre a demanda. Nesta quinta, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz seu novo reporte semanal de vendas para exportação.

As expectativas para o mercado, depois de uma semana negativa no período anterior, variam entre 300 mil e 1 milhão de toneladas. "As margens grandes são reflexos dde resultados desapontadores nas últimas semanas", diz a consultoria internacional Allendale, Inc.

Veja como fechou o mercado nesta quarta-feira:

Preços da soja sobem forte no Brasil nesta 4ª com alta de mais de 10% dos prêmios e dólar

Chicago ameniza baixas diante das últimas e fortes altas, mas mantém foco sobre clima adverso no Corn Belt. No entanto, analista alerta para fragilidade do movimento de alta diante da volatilidade do mercado climático americano. Demanda pela soja brasileira segue forte.

O mercado da soja teve mais um dia positivo na Bolsa de Chicago (CBOT), com um encerramento de quatro pontos nos principais vencimentos - o que também teve impacto para a formação dos preços no mercado brasileiro. O julho fechou o dia co US$ 8,35 por bushel.

Ao longo do dia, as altas passaram de 11 pontos. Mas Flávio França Jr, chefe do setor de grãos da Datagro Consultoria, ressalta que essa alta de ontem (14) e de hoje tem sustentação frágil. O combustível para o ganho dos preços, afinal, são as adversidades de clima no Meio-Oeste americano e, com a volatilidade do mercado climático, o movimento poderia perder força caso os novos mapas mostrem outro cenário.

O principal motivador foi o relatório de plantio divulgado na segunda-feira, que mostrou um atraso maior do que o considerado pelo mercado. Até o último domingo (12), os EUA tinha somente 9% de sua área de soja plantada, e as condições para os próximos dias não deverão permitir um forte avanço dos trabalhos de campo.

Houve também suporte por conta da melhora do tom nas conversas entre o governo norte-americano e o governo chinês, com o encontro dos dois países se aproximando, no G20.

As notícias, assim, motivaram a retomada dos investidores. Mas o mercado, como lembra França Jr, ainda não está convencido das perdas na soja e das áreas que serão plantadas nos Estados Unidos.

PREÇOS NO BRASIL

No Brasil, mesmo com Chicago amenizando as altas, os preços foram favorecidos por uma nova rodada de altas nos prêmios e também pelo dólar na casa dos R$ 4,00. O dia, poranto, foi novamente de bons negócios.

Em Paranaguá, os prêmios subiram entre 11,11% e 26,67%, com valores variando entre 80 e 95 cents de dólar nas principais posições de entrega. Sustentados - mesmo diante das altas dos últimos dias na CBOT - os valores têm permitido que boas altas nos preços da soja brasileira também sejam registrados.

No interior do Brasil, praticamente todas as praças de comercialização pesquisadas pelo Notícias Agrícolas registraram altas nesta quarta-feira. Os ganhos chegaram a até 5,34%, como foi o caso de Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, onde a saca fechou o dia com R$ 69,00.

Nos portos, os preços também subiram. No disponível, alta de 4% para R$ 78,00 por saca e de 2,01% em Rio Grande, para R$ 76,00. Para junho, altas de 3,29% e 2,67%, respectivamente, para R$ 78,50 e R$ 77,00. Em São Francisco do Sul, Santa Catarina, alta de 3,26% para R$ 79,20.

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Data de Publicação: 16/05/2019 às 10:35hs
Fonte: Notícias Agrícolas
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