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Soja opera com leves baixas nesta 6ª feira com mercado ainda estável na Bolsa de Chicago

Segue a estabilidade da soja no mercado internacional nesta sexta-feira (21). Os preços, por volta de 8h (horário de Brasília), caíam 1,25 ponto nos principais contratos negociados na Bolsa de Chicago, com o janeiro/19 valendo US$ 8,92 e o maio/19 com US$ 9,18 por bushel.

O mercado ainda sofre com a falta de notícias fortes para direcionar as cotações e segue considerando frustrante a recente demanda da China pela soja norte-americana. As compras novas, já esperadas pelo mercado, foram parte da sinalização da trégua firmada entre Donald Trump e Xi Jinping.

"O fator de maior atenção da especulação permanece nestas compras da soja-EUA, que estão sendo adicionadas exclusivamente por importadoras estatais chinesas, que em teoria não possuem a necessidade de pagamento da tarifa aduaneira de 25% sobre o grão estadunidense para o seu próprio Governo", explicam os analistas da ARC Mercosul.

Embora com pouco espaço no radar, a nova safra do Brasil também continua sendo acompanhada de perto pelos traders. Os problemas mais sérios, no entanto, ainda não aparecem nos preços.

Veja como fechou o mercado nesta quinta-feira:

Soja: Mercado em Chicago fecha em queda nesta 5ª mesmo com novas compras da China

Os preços da soja fecharam o pregão desta quinta-feira (20) em queda na Bolsa de Chicago. O mercado operou, na maior parte do dia, com estabilidade, porém foi intensificando suas perdas no início da tarde e o contrato janeiro/19 perdeu o patamar dos US$ 9,00 por bushel. O maio/19, que é referência para o mercado brasileiro, conseguiu se manter nos US$ 9,20.

O mercado continua se frustrando com os baixos volumes de soja comprados pela China nos EUA neste período de trégua da guerra comercial entre os dois países. Nem mesmo o anúncio de uma nova operação hoje ajudou a movimentar o mercado para campo positivo.

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou novas vendas de soja nesta quinta-feira (20). Foram 461 mil toneladas da safra da safra 2018/19, sendo 204 mil para a China e 257 mil para destinos não revelados.

Foi informada ainda a venda de 100 mil toneladas de farelo de soja, também da atual temporada comercial, com destino a Colômbia.

Segundo explicam analistas e consultores, o mercado segue no aguardo de informações mais fortes e consistentes que possam trazer uma direção mais clara para os preços. Nesta quinta, a Reuters Internacional informou que a China estaria planejando uma terceira rodada de compras nos EUA, mas as especulações são insuficientes.

"Mesmo que sejam compradas mais 2 milhões de toneladas no mercado americano, isso ainda seria insuficiente", disse o analista de mercado Terry Reily, da Futures International à Reuters. "A janela está se fechando rapidamente", completa.

E com esse ritmo lento das vendas nos EUA, os traders continuam de olho nos elevados estoques norte-americanos. Os números vão coincidir com a chegada de uma boa safra da América do Sul, o que também é um ponto de atenção para os participantes do mercado nesse momento.

No Brasil, as lavouras sentem uma severa perda de potencial produtivo nos estados de Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e partes de Goiás e São Paulo. Há falta de chuvas e altas temperaturas, o que castiga as plantações com estresse hídrico. Tais condições, porém, ainda não chegaram ao mercado. No Paraguai, as condições também preocupam.

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Data de Publicação: 21/12/2018 às 10:10hs
Fonte: Notícias Agrícolas
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