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Soja: Mercado na CBOT opera com leves altas nesta 3ª após tombo na véspera

Os futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) operam com leve alta nesta manhã de terça-feira (12), ganhos entre 4,25 e 3,25 pontos. O mercado busca acomodação, segundo agências internacionais, após a queda de quase 10 pontos na véspera.

Às 08h09, o vencimento março/19 anotava US$ 9,08 por bushel com alta de 3,50 pontos e o maio/19 registrava avanço de 3,25 pontos, cotado a US$ 9,22 por bushel.

Na véspera, o mercado da oleaginosa perdeu quase 10 pontos com fundos desencadeando vendas de posições. Além disso, operadores seguem em atenção com os possíveis desdobramentos de negociações entre China e Estados Unidos, iniciadas na segunda-feira (11).

O mercado se mantém atento ainda à conclusão da nova safra da América do Sul e as condiçõe de clima em que se desenvolvem.

Veja como fechou o mercado na segunda-feira:

Soja: Fundos desencadeiam venda de posições e Chicago fecha com quase 10 pts de queda

Os preços da soja cederam de forma considerável nesta segunda-feira (11) na Bolsa de Chicago, com as cotações terminando o dia com perdas de quase 10 pontos nos principais vencimentos. O março foi a US$ 9,05 e o maio/19 a US$ 9,19 por bushel.

O mercado, mais uma vez, reage às preocupações com as relações entre China e Estados Unidos. Uma nova rodada de negociações e conversas foi iniciada nesta segunda-feira em Pequim, e no final da semana se junta ao time o secretário do Tesouro Nacional dos EUA, Steven Mnuchin.

No entanto, apesar dessa nova reunião, as especulações são tão intensas quanto a falta de notícias concretas sobre o que está por vir entre as duas maiores economias do mundo. Neste cenário, os fundos iniciaram um movimento de venda de posições.

"Fundos de investimento adicionaram vendas baseadas em patamares técnicos, enquanto que o “baixismo” proveniente do relatório do USDA de sexta-feira, se perdurou neste início de semana. Uma nova rodada de negociações entre EUA e China já se iniciaram em solo asiático. Entretanto, a falta de novidades do conflito comercial deixou a especulação sem qualquer capacidade de entrada no mercado", explicam os analistas da ARC Mercosul.

O mercado se mantém atento ainda à conclusão da nova safra da América do Sul e as condiçõe de clima em que se desenvolvem.

Os embarques semanais de soja norte-americanos reportados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) também não contribuíram, uma vez que ficaram dentro do esperado pelos traders. Na semana encerrada em 2 de julho, os EUA embarcaram 1.063,973 milhão de toneladas, contra expectativas que variavam de 1.007 e 1.170,28 milhão de toneladas. No acumulado da temporada, o total ainda é bem menor do que a do ano anterior, com 22.628,512 milhões de toneladas. Há um ano, o volume passava de 36 milhões.

Preços no Brasil

No Brasil, as mudanaças foram tímidas nos preços da soja e, nos portos, nem mesmo foram registradas de forma substancial nesta segunda-feira. O mesmo acontece com o ritmo da comercialização.

No porto de Paranaguá, a soja disponível fechou com R$ 76,50 e o março/19 com US$ 77,50, estáveis as duas referências. Em Rio Grande, R$ 75,00 no spot e R$ 75,50 para o mês seguinte, também terminando o dia com estabilidade.

O que ajudou a manter os preços nos atuais patamares mesmo diante da baixa do dólar foi o dólar que, nesta primeira sessão da semana, fechou o dia em campo positivo. A moeda americana subiu 0,77% para R$ 3,7629. Essa foi a quarta alta sucessiva da divisa.

Uma maior aversão ao risco no exterior provocou essa fuga dos investidores para o dólar e alta da moeda.

"As (moedas) emergentes sempre sofrem um pouco mais quando o dólar se valoriza perante moedas europeias principalmente e foi o que aconteceu", afirmou o gerente de tesouraria do Travelex Bank, Felipe Pellegrini.

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Data de Publicação: 12/02/2019 às 10:30hs
Fonte: Notícias Agrícolas
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