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Pelas previsões do banco, os preços dos alimentos em 2013 irão alcançar níveis recordes, atingindo picos históricos por volta do terceiro trimestre, ou seja, daqui a um ano. Mas ao contrário da escassez de grãos de 2008, a escassez atual vai afetar especificamente as matérias-primas utilizadas na produção de rações, o que vai implicar em “sérias repercussões para as proteínas de origem animal”.

Para Luke Chandler, chefe global de pesquisas de mercados de commodities do Rabobank, “desta vez o impacto sobre os consumidores mais pobres tende a ser reduzido, já que os custos mais elevados devem levá-los a abandonar as proteínas de origem animal, fazendo-os retornar para os grãos básicos, como arroz e trigo, atualmente 30% mais baratos que no pico da crise de 2008”.

Chandler observa, no entanto, que as altas atuais podem afetar, retardando, a tendência (de longo prazo) de melhoria protéica das dietas em populações da Ásia, Oriente Médio e Norte da África. Nas economias desenvolvidas – especialmente nos EUA e Europa – onde a elasticidade de preço da carne e do milho é baixa, os efeitos da alta de preços serão temporários, afirma.

O Rabobank ainda estima que o Índice de Preços dos Alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), atualmente na casa dos 213 pontos (2002-2004 = 100) deve aumentar cerca de 15% até o final de junho de 2012. Isto significa que pode chegar aos 245 pontos, contra, por exemplo, a média anual de 200 pontos registrada na crise de 2008.

Mas, para o Rabobank, é inevitável e necessário que isso ocorra. Pois só com preços elevados é que o setor produtivo será estimulado a aumentar a oferta. E como isto demanda tempo (talvez bem mais que uma safra), os preços – particularmente de grãos e oleaginosas – permanecerão elevados pelos próximos 12 meses. Pelo menos.

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Data de Publicação: 20/09/2012 às 11:10hs
Fonte: Avisite
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