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Ministério da Saúde erra sobre defensivos

O Portal Ciência e Tecnologia Agro (C&T AGRO) afirmou que o Ministério da Saúde (MS) divulgou informações incorretas sobre defensivos agrícolas em seu “Atlas do Câncer Relacionado ao Trabalho no Brasil”. O site é uma iniciativa de profissionais da área regulatória de produtos fitossanitários, sementes e outros insumos, vinculados tanto ao setor público quanto privado.

De acordo com o portal, o Ministério da Saúde, na sua publicação, “estima a doença ou evento relacionado à saúde que seria prevenido caso o fator de risco fosse eliminado”, sendo que o fator de risco citado para 14 tipos de cânceres são os pesticidas. O relatório destaca alguns ingredientes ativos, proibidos há vários anos no Brasil, como o DDT, o Lindano, Parathion e Diazinon e dois pesticidas de grande importância para a agricultura, o 2,4-D e o Glifosato.

“O atlas chama atenção, no que diz respeito aos pesticidas, pelos erros e divergências nas informações, quando comparados às informações de outros órgãos de governo, responsáveis pelas avaliações e registros desses produtos (Anvisa, Ibama e Ministério da Agricultura)”, afirmou o C&T AGRO em sua página oficial na internet.

O C&T afirmou que a primeira divergência se refere aos dados de comercialização de glifosato relativos ao ano de 2014, sendo que o portal encontrou uma diferença de mais de 121 mil toneladas nas contas do Ministério da Saúde. E a segunda, de acordo com o C&T, “é o de que os dados do Agrofit se referem aos produtos formulados, onde o ingrediente ativo é apenas uma parte da composição. Em algumas formulações à base de glifosato mais de 60% da composição diz respeito a outras substâncias”.

“Os dados do IBAMA demonstram que no ano de 2014, a comercialização do ingrediente ativo glifosato foi quase 3 vezes menor do que a constante no Atlas ministerial e, em nenhum momento, de toda a série histórica disponível atingiu a quantidade atribuída pelo MS”, conclui.

Além disso, o portal indicou que existem mais dois erros no texto, o MS utiliza-se de avaliações já superadas pelos próprios grupos técnicos da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO). E indica também que o MS “não leva em consideração as avaliações dos órgãos competentes para classificar uma substância, com a finalidade pesticida, como carcinogênica”.

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Data de Publicação: 13/12/2018 às 07:20hs
Fonte: Agrolink
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