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Milho: Preços internacionais começa a sexta-feira em alta na Bolsa de Chicago

Após fechar o último pregão em baixa, os preços internacionais do milho registram leves recuperações no início dessa sexta-feira (08) na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações apresentavam valorizações entre 1,50 e 1,75 pontos por volta das 09h04 (horário de Brasília). O vencimento março/19 era cotado a US$ 3,78, o maio/19 valia US$ 3,86 e o julho/19 era negociado a US$ 3,93.

Segundo análise de Bem Potter da Farm Futures, os preços do milho se recuperam com a expectativa positiva das notícias de oferta e demanda que o USDA irá divulgar nesta sexta-feira. O movimento se dá após queda de quase 1% na quinta-feira em algumas vendas técnicas com as preocupações comerciais dos EUA e da China em alta.

Antes do relatório de Previsão de Demanda Agrícola Mundial (WASDE) de hoje os analistas esperam que a agência reduza ligeiramente suas estimativas finais de 2018 para 14,532 bilhões de bushels por acre, abaixo das estimativas de novembro de 14,626 bilhões de bushels.

Conforme noticiado pela Agência Reuters, "a discussão de que Trump provavelmente não se encontrará com o presidente Xi está chamando a atenção do comércio e não há acordo provável na próxima semana". Já para hoje, os participantes do mercado aguardam uma longa lista das previsões e estimativas de safra do Departamento de Agricultura dos EUA depois que os principais relatórios foram adiados devido à paralisação parcial do governo em 35 dias.

Confira como fechou o mercado na última quinta-feira:

Milho: Desvalorização marca preços internacionais nessa quinta-feira

Os preços internacionais do milho registraram quedas mais acentuadas ao longo da quinta-feira (07). As principais cotações apresentaram desvalorizações entre 3,25 e 3,75 pontos negativos na Bolsa de Chicago (CBOT). O vencimento março/19 era cotado a US$ 3,76, o maio/19 valia US$ 3,84 e julho/19 era negociado a US$ 3,92.

Segundo análise de Bryce Knorr da Farm Futures, o mercado aumenta sua apreensão com a proximidade do USDA divulgar mais dados de vendas de exportação após o fechamento do governo. Embora as exportações totais possam atingir níveis recordes para o ano de comercialização de 2018, é improvável que os embarques ultrapassem o teto de 2,5 bilhões de bushels que limitou as vendas desde que o mercado global foi aberto na década de 1970.

O site Barchart acrescenta que a pressão é do resto do complexo de grãos e fraqueza no etanol. O relatório semanal de vendas de exportação atrasou quase um mês e mostrou 503.117 toneladas métricas em vendas de milho de safras antigas na semana de Natal que terminou em 27/12. Isso foi abaixo da semana anterior, mas ainda bem acima da mesma semana do ano passado.

Mercado Interno

Já no mercado interno, os preços do milho disponível permaneceram sem movimentações em sua maioria. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, valorizações foram registradas apenas as praças de Porto Paranaguá/PR com 1,39% e preço de R$ 36,90, Oeste da Bahia com 1,47% e preços de R$ 34,50, Tangará da Serra/MT com 4,17% e preço de R$ 25,00 e Campo Novo do Parecis/MT com 9,09% e preço de 24,00.

Por outro lado, desvalorizações só foram acompanhadas nas praças de Campinas/SP com 1,23% e preço de R$ 39,40 e Luís Eduardo Magalhães/BA com 1,45% e preço de R$ 34,00.

De acordo com a XP Investimentos, a especulação está volta ao mercado de milho paulista. A dificuldade em adquirir milho tributado persiste devido a alta do frete e restringe os negócios ao diferido. O cenário gera oportunidade para que intermediários e silos elevem as pedidas e realizem seus lucros.

Ao menos no curto prazo, indústrias e granjas tentam se retrair, adquirindo somente o necessário. A expectativa destes é que a colheita local avance rapidamente em fevereiro e gere oferta robusta. Destaca-se ainda as chuvas que trouxeram certo alivio em algumas regiões produtoras.

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Data de Publicação: 08/02/2019 às 10:15hs
Fonte: Notícias Agrícolas
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