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Clima favorece e antecipa safra brasileira da borracha natural com previsão de 231 mil toneladas para 2018

 Os produtores que estão acostumados com o início das produções, a partir da sangria das seringueiras, somente no final de outubro já estão desde setembro enchendo as canecas. As informações são da Associação Paulista de Produtores e Beneficiadores de Borracha Natural (Apabor). A expectativa é superar a produção entre 2017 e 2018, de 214 mil toneladas para 231 mil toneladas entre 2018-2019.

A entressafra da cultura que ocorre em geral nos meses de agosto e setembro é marcada pela queda das folhas. A antecipação do início da safra este ano se deu em razão das intempéries climáticas que derrubaram as folhas mais cedo, já no mês de julho. Muitos dos seringais já se encontravam enfolhados ao final de agosto e os produtores não perderam tempo, deixando tudo ponto para o começo da produção.

“O Noroeste paulista corresponde por cerca de 60% da produção nacional, teve na última safra (2017-18) uma produção total de 214 mil toneladas de coágulo. Para este ano estão previstas 231 mil toneladas. O aumento é decorrente da entrada de novas áreas em produção, plantadas sobretudo nos anos de 2010 e 2011. A Área plantada no Estado corresponde a mais da metade do país, em totais 114 mil há. Atualmente apenas 60 mil há estão em produção, isto quer dizer que nos próximos anos mais 54 mil há atingirão a idade de sangria fazendo com que o Valor da Produção Agropecuária da Borracha Natural no Estado, que atualmente é de R$590 milhões ultrapasse a marca de R$1 bilhão”, explica Diogo Esperante, diretor de comunicação da Apabor.

Além de movimentar o mercado, esse número também proporciona mais renda e emprego no campo, pois a seringueira é uma das culturas que mais gera vagas na área rural com 1 seringueiro a cada 8 hectares, em média.

Esperante argumenta que a grande variação nos preços, contudo, dificulta a vida do produtor. “Enquanto na safra 2016-17 o preço médio foi de R$2,94 o kg, safra passada (2017-18) não passou de R$2,23 e a projeção para a próxima safra é de que navegue em torno de R$2,20. O atual preço mínimo da CONAB é de R$2,16 mas produtores reclamam que este valor esta desatualizado e nos últimos meses tem se reunido com equipes da CONAB para atualizar a planilha. A esperança é que agora com um novo governo, a atenção com o setor seja melhor e que o preço mínimo possa ser atualizado para ao menos R$2,75”.

Para discutir este cenário e a importância da cultura na economia nacional neste dia 22 e 23 de novembro a Associação Paulista de Produtores e Beneficiadores de Borracha Natural realizará em São José do Rio Preto um Ciclo de palestras com atrações nacionais e internacionais.

Dentre os destaques nacionais João Sampaio (ex-secretário da Agricultura do Estado de São Paulo) e Dr.Paulo Gonçalvez do IAC (maior autoridade nacional no tema genética e melhoramento) já estão confirmados. Um painel organizado pelo Comitê Técnico da Apabor que visitou os principais Institutos de Pesquisa do mundo este ano, promete um panorama completo da técnica de produção no mundo. Já os destaques internacionais ficam por conta do Diretor do IRRDB Instituto Internacional de Pesquisa e Desenvolvimento da Borracha Natural, o malaio Dr. Abdul Aziz, o Secretário Geral do IRSG, Grupo Internacional de Estudos da Borracha, o italiano Salvatore Pinizzoto e do economista-chefe da ANRPC, Associação dos Países Produtores de Borracha Natural, o indiano Jom Jacob. Delegações da Colômbia, Costa do Marfim, Malásia, Índia, Filipinas e até do Japão já confirmaram presença.

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Data de Publicação: 22/11/2018 às 07:40hs
Fonte: Apabor - Associação Paulista de Produtores e Beneficiadores de Borracha
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