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Áreas de exclusão ou suspensão do uso? Qual o futuro do uso do 2,4-D na Campanha Gaúcha?

Nesta semana, a Secretária da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio Grande do Sul confirmou a presença do princípio ativo 2,4-D em 52 amostras coletadas em plantas que apresentavam sinais visuais de contaminação pelo herbicida.

O herbicida 2,4 D é utilizado para o controle de ervas daninhas ou plantas infestantes, como corda-de-viola e trapoeraba. É um produto que garante a tranquilidade dos produtores rurais. O produto tem aprovação em 100 países como Estados Unidos, Argentina, Alemanha, França, China, Canadá e Japão. No Brasil, foi aprovado nos anos 1970 e pode ser aplicado em diversas culturas, como aveia, arroz, café, cana-de-açúcar, centeio, milho, pastagem, soja (dessecação em pré-plantio).

Há trabalhos científicos mostrando o potencial de redução na produtividade de uvas atingidas por subdoses de 2,4-D e parece que há uma relação entre os sintomas visuais queda de produtividade e a presença do herbicida nessas amostras. Saiba mais.

De acordo com os relatos do produtores, algumas áreas de soja estão a grandes distâncias dos locais de aplicação. Conforme especialistas na área de tecnologia de aplicação, as derivas de longa distância estão relacionadas à aplicação de defensivos desrespeitando as condições técnicas indicadas para o uso do produto especialmente na observação das condições meteorológicas.

O agrônomo e consultor do Portal Agrolink, Josué Verba, ressalta que não existe um uso desenfreado do 2,4-D. Este herbicida tem uma aplicação em pré-emergência para cultura da soja. “Ele realmente tem uma grande importância no manejo dos complexo de plantas daninhas de folha larga ou dicotiledôneas - seguindo as doses estipuladas pelo fabricante. A soja é sensível ao 2,4-D e doses maiores que as recomendadas podem causar problemas de resíduos para cultura. Além disso há uma ideia errada que os agricultores querem usar mais defensivos, há uma curva de resposta ao uso desses produtos, aumentar as doses indiscriminadamente não aumentaria a eficiência e assim acarretaria custos maiores”, ressalta Verba.

O Ministério Público através do Núcleo de Resolução de Conflitos Ambientais está levantando duas possibilidades para solucionar o problema, como a suspensão do uso do 2,4-D ou a criação de áreas de exclusão para o uso do ingrediente ativo.

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Data de Publicação: 20/12/2018 às 14:00hs
Fonte: Agrolink
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