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Algodão: pesquisadora do IEA aponta cenário positivo para a cultura com produção e exportações em alta

De acordo com o Instituto de Economia Agrícola (IEA), instituição de pesquisa da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, o aumento da área plantada é resultado da conjugação de fatores internos e externos.

“O câmbio e os preços das externos estão entre as razões que contribuíram para esse crescimento. A intenção de plantio, declarada no levantamento anterior, se efetivou, superando as expectativas. No entanto, as condições climáticas, fundamentais para o desenvolvimento da cultura, determinarão, nos próximos meses, os resultados para o produto. O mercado interno, outra importante peça do sistema, ainda é uma incógnita pois o cenário para 2019 não está definido”, explicam os pesquisadores do IEA.

Em 2019, o suprimento mundial de algodão apresenta um decréscimo de 2,3% em relação ao ano precedente, com oferta estimada em 43,4 milhões de toneladas. A produção mundial de algodão deve atingir 25,8 milhões de toneladas, volume 4% menor que o obtido em 2018. Esse quadro resulta de reduções das produções da Índia e dos Estados Unidos, enquanto os demais produtores: China, Brasil e Paquistão, mantiveram ou aumentaram suas safras, conforme o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), afirma Marisa Zeferino, pesquisadora do IEA.

No mercado brasileiro, o cenário aponta para um aumento de 43,6% na oferta de algodão tendo em vista a oferta de 3,16 milhões de toneladas na safra 2018/19, resultante do crescimento na produção e nos estoques de passagem da fibra, conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). “As exportações deverão ser o principal canal de comercialização da safra brasileira pelo terceiro ano consecutivo e totalizar 1,45 milhão de toneladas, 61% maior que a quantidade destinada ao comércio exterior no ano passado. O continente asiático tem sido o principal destino do algodão brasileiro com as importações por parte da Indonésia, Tailândia e China, destaca a pesquisadora.

A comercialização da safra 2018/19 deverá transcorrer com estoque da fibra no mercado brasileiro no patamar de 1 milhão de toneladas, o mais elevado dos últimos anos. Desse modo as exportações para a Ásia deverão ser intensificadas simultaneamente as importações de manufaturas o que configura o perfil do comércio exterior brasileiro da cadeia de produção têxtil, conclui Marisa Zeferino.

Confira o artigo completo no site do IEA.

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Data de Publicação: 13/03/2019 às 16:00hs
Fonte: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo
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