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Divulgação Científica

DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA GANHA ESPAÇO NO SITE POR MEIO DE APADTAÇÃO DE TRABALHOS DA UFV

Este novo espaço é resultado da aprovação de projeto no Programa Bitec.

O Portal do Agronegócio possui um novo espaço destinado à divulgação de conhecimentos produzidos pelas Ciências Agrárias da Universidade Federal de Viçosa (UFV). Este espaço é resultado da parceria entre o Portal e o Programa de Iniciação Científica e Tecnológica para Micro e Pequenas Empresas (Bitec). Este programa tem como parceiros o Instituto Evaldo Lodi (IEL), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Serviço de Apoio às Pequenas e Médias Empresas (Sebrae) e o Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq).

O Bitec tem como principal objetivo transferir conhecimentos gerados nas instituições de ensino diretamente para o setor produtivo. O programa contemplou 600 empresas em todo o território brasileiro. Os estudantes participantes do projeto tem como finalidade serem os mediadores do conhecimento acadêmico e o público em geral.

Tendo em vista os objetivos das empresas parceiras e considerando a existência de uma defasagem entre o conhecimento produzido pela universidade e o que os produtores rurais realmente aplicam em suas atividades, afetando severamente as suas eficiência e eficácia administrativas, busca-se, então, por meio destas parcerias, promover esta aproximação entre o conhecimento originado pela UFV e a real necessidade dos produtores.

Para tanto, o Portal do Agronegócio apresentará, em sua página na internet, adaptações de trabalhos produzidos pela Universidade Federal de Viçosa, como dissertações, teses e pesquisas gerais, relacionadas às Ciências Agrárias, a fim de adequá-los a uma linguagem de fácil leitura e entendimento aos produtores rurais.

Este projeto está sendo desenvolvido pela aluna do 6° período curso de Comunicação Social/ Jornalismo da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Luciana Chrystina de Castro Pereira, sob a orientação do Professor José Geraldo Fernandes de Araújo.

Todos os trabalhos adaptados ficarão disponíveis no site, em forma de arquivo, para consultas posteriores.

 Trabalhos:

1) DESBASTE DE EUCALIPTO

Pesquisa revela qual é a melhor época para realizar o primeiro desbaste de eucalipto.

A extração de madeira ilegal preocupa ambientalistas de todo o mundo, pois as reservas florestais estão cada vez mais devastadas por estas práticas. Muitas destas atividades são conseqüências da expansão do mercado consumidor de madeira. A forma legal das indústrias moveleiras não ferirem a legislação ambiental com a retirada de madeira de matas nativas é utilizar árvores de grande porte oriundas de florestas plantadas.

Uma árvore de grande porte pode ser utilizada de diversas formas, ou seja, cada parte da árvore pode servir para uma determinada finalidade. Assim, um número menor de árvores será colhido e mais produtos serão gerados para a população, reduzindo a pressão sobre as matas nativas.

Com o intuito de estudar a melhor forma para o crescimento das árvores de Eucalipto, o pesquisador Gilciano Saraiva Nogueira, por meio da sua dissertação de mestrado de 1999 na UFV: Determinação da idade técnica de desbaste em plantações de eucalipto, avaliou qual é a melhor época para se fazer o primeiro desbaste (retirada do excesso de plantas que há em um determinado local) e os sucessivos desbastes, em relação ao Eucalipto.

A dissertação pode ser encontra, na íntegra, na biblioteca da Engenharia Florestal  da UFV.

Leia o trabalho na íntegra

2)  EUCALIPTO PLANTADO NO CERRADO É ASSUNTO DE ESTUDO

O crescimento, a produção de biomassa e eficiência nutricional do Eucalipto foram observados por pesquisador.

A região do Cerrado abrange dez estados do Brasil Central e tem como característica longos períodos de deficiência hídrica, que podem ser observados, na maior parte, entre os meses de abril a setembro.  Neste intervalo de tempo a deficiência nutricional da região sofre agravamentos, devido à falta de chuva. Deste modo, a absorção de nutrientes é reduzida. O fósforo é o nutriente que tem a absorção mais prejudicada, pois seu transporte no solo é altamente dependente de umidade.

Percebendo a necessidade de estudar essa região com o intuito de melhorar o crescimento, a produção de biomassa e eficiência nutricional do Eucalipto, Bruno César Ladeira, direcionou sua pesquisa de mestrado na UFV para este aspecto.

Os experimentos e as conclusões observadas por este pesquisador a respeito de como deve ser o espaçamento destas plantas, em uma sequência de idades, pode ser conferidas no link abaixo:

Leia o trabalho na íntegra 

A dissertação pode ser encontrada, na íntegra, na biblioteca da Engenharia Florestal da UFV.

3) PRODUTIVIDADE E QUALIDADE DO TOMATE

O cultivo do tomate hidropônico é assunto de pesquisa de mestrado.

O tomate é um alimento que está sempre presente na mesa dos brasileiros. Seja consumido de forma natural ou industrializado, ele é, dentre as hortaliças de frutos, um dos alimentos mais cultivados no Brasil. Devido ao preço compensador, os produtores deste alimento estão cada vez mais investindo em sua produção.  No entanto, o cultivo do tomateiro é considerado de alto risco por ser uma cultura vulnerável ao ataque de pragas e doenças.

Com o objetivo de melhorar e assegurar uma plantação saudável e rentável, o produtor de tomates está investindo cada vez mais neste cultivo. Uma boa maneira de garantir a produção é utilizar o método hidropônico (por meio da água). Assim o tomate poderá ter maior qualidade quando comparado aos sistemas tradicionais, devido à uniformidade na colheita e eficiência no uso da água para irritação.

Desta forma, o pesquisador Flávio Barcelos Cardoso, estudou durante seu mestrado as vantagens do sistema hidropônico para o cultivo do tomate híbrido Rebeca. Para conferir os principais pontos de seu trabalho intitulado Produtividade e qualidade do tomate com um ou dois cachos em função da densidade de plantio, em hidroponia, acesse o link abaixo.

Leia o trabalho na íntegra

4) RESISTÊNCIA DA BATATA À REQUEIMA

Estudo levanta conclusões a respeito do nível de resistência da batata à requeima

A batata, tubérculo caracterizado como fonte energética, é o quarto alimento mais consumido no mundo. Cada vez mais usada pelas mais diversas formas na mesa do brasileiro, este cultivo enfrenta problemas que podem destruir a plantação. Entre as doenças que mais atingem a batata está a requeima, que é causada pelo Oomiceto Phytophthora infestans (Mont.). A requeima atinge culturas que se localizam em uma faixa de temperatura que compreende 12 a 30ºC, associada à umidade elevada. A doença atinge toda a planta, podendo causar a morte da mesma. 

Pouco se sabe sobre estudos que se destinam a descobrir batatas resistentes à requeima. Com o propósito de conhecer cultivares resistentes, Henrique da Silva Silveira Duarte orientou sua dissertação de mestrado Resistência de cultivares de batata à requeima para este aspecto.

Confira abaixo como este estudo foi feito e suas principais conclusões.

Leia o trabalho na íntegra

5) DOENÇAS DO PERIPARTO DE VACAS LEITEIRAS

Estudo do Nupeec analisa doenças que atingem o gado leitero, relacionando-as financeiramente.

Atualmente, a atividade leiteira vem passando por transformações importantes no que diz respeito à intensificação da produção e à maximização do ganho por área disponível. O aumento da produtividade e a redução dos seus custos passam a ser medidas fundamentais a serem adotadas pelo produtor, tendo em vista que a margem de lucro, à qual a cadeia do leite é submetida, estreita-se cada vez mais.

Algumas doenças que atingem o gado leiteiro prejudicam o animal e a sua produtividade leiteira. Uma pesquisa feita pelo Núcleo de Pesquisa, Ensino e Extensão em Pecuária (Nupeec), da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) abordou estas doenças e suas implicações econômicas na atividade do pecuarista.

Esta pesquisa contou com a participação dos seguintes pesquisadores:
Pedro Augusto Silva Silveira e Samanta Regine Fensterseifer - Graduandos em Medicina Veterinária, Rubens Alves Pereira - Mestrando em Biotecnologia, Augusto Schneider - Doutorando em Biotecnologia, Ivan Bianchi - Doutor em Biotecnologia Agrícola, Márcio Nunes Corrêa – Doutor em Biotecnologia.

O site do núcleo é: www.ufpel.edu.br/nupeec

Confira as principais abordagens da pesquisa Impacto Econômico das Doenças do Periparto de vacas leiteiras.

Leia o trabalho na íntegra

6) CAPIM ELEFANTE COM ADIÇÃO DE FARELO DE MANDIOCA

Estudo discute a inserção do farelo de mandioca ao capim, visando maior produtividade do gado.

As pastagens são importantes fontes energéticas para o gado que, na maioria dos casos, tem os pastos como seu principal alimento. Um exemplo de pastagem é o capim-elefante, no entanto, verifica-se que a utilização somente de pastagem na nutrição animal compromete a produção do mesmo. As mudanças nas estações do ano comprometem a disponibilidade e o valor nutritivo das forragens, acarretando negativamente no nível de produtividade dos bovinos.
 

O capim-elefante possui destaque entre as gramíneas por seu elevado potencial na produção de matéria seca (MS). Com o intuito de aumentar o nível de matéria seca, inseriu-se farelo de mandioca ao capim-elefante, visando proporcionar benefícios na qualidade final da silagem.

Este experimento foi feito pela pesquisadora Aline Cardoso oliveira, durante sua dissertação de mestrado em Zootecnia, pela Universidade Federal de Viçosa.

Confira, então, como foi feito este experimento e quais são as principais conclusões do trabalho Capim-elefante com e sem emurchecimento, acrescido de farelo de mandioca, na produção de silagem.

Leia o trabalho na íntegra

7) CAFÉ E SOJA COMO COMPONENTES ALIMENTÍCIOS PARA VACAS

Pesquisa revela que substituir o milho por casca de café e soja na dieta à base de cana-de-açúcar para o gado leiteiro pode ser vantajoso

O Brasil vive a expectativa de aumentar sua inserção no mercado internacional de leite. Para que isso se concretize, é necessário investir nesta cadeia produtiva. Deste modo, vários são os estudos que pretendem revelar a melhor forma do gado leiteiro se alimentar. 

Utilizada como alimento para o gado leiteiro, a cana-de-açúcar vem sendo empregada há décadas como alimento para vacas leiteiras. Estudos com vacas em lactação apontam reduções no consumo de matéria seca quando se substitui o milho pela cana-de-açúcar. Este fato leva o animal a produzir menores quantidades de leite, com indícios que apontam elevada mobilização de reserva corporal, podendo comprometer a eficiência produtiva. Por isso, tem-se a necessidade de aumentar a quantidade de concentrado para níveis próximos de 60%, na base da matéria seca. 

Para o aumento deste concentrado, a casca de café e a casca de soja se destacam pela elevada oferta e preços competitivos. Assim, o pesquisador André Soares de Oliveira, orientou sua dissertação de mestrado em Zootecnia, intitulada casca de café ou casca de soja em substituição ao milho em dietas à base de cana-de-açúcar para vacas leiteiras, para esta discussão.

Confira as principais observações deste estudo.

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