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Terminal Portuário do Maranhão prevê aumento de embarques de grãos e farelo

Outra mudança aguardada para este ano é o maior uso de ferrovias, no lugar de rodovias, para trazer soja, milho e farelo de soja das regiões produtoras até o terminal portuário.

"Evidentemente, é preciso acompanhar a falta de chuvas no Matopiba (região formada por áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), que pode reduzir o volume esperado, mas a estimativa se baseia nas previsões das próprias empresas que vão escoar a produção pelo Tegram", declarou o diretor de Logística e Originação do Grupo CGG, Luiz Claudio Santos. A CGG Trading, do Grupo CGG, é uma das empresas integrantes do consórcio que administra o Tegram, formado ainda por NovaAgri, Glencore e Amaggi/Louis Dreyfus

Do volume de 4,5 milhões de toneladas, provenientes especialmente do Matopiba e do nordeste de Mato Grosso, 65% deverão corresponder à soja, 30% ao milho e 5% ao farelo de soja. Diferentemente do que ocorreu no ano passado, quando 2,5 milhões dos 3,4 milhões de toneladas escoadas (73,5% do total) foram levadas ao Tegram em caminhões, este ano a situação deve se inverter, na estimativa do diretor do grupo CGG. Aproximadamente 3 milhões de toneladas de grãos (77% do total estimado) devem chegar pela Ferrovia Norte-Sul e pela Estrada de Ferro Carajás (EFC). A primeira é operada pela VLI, holding cujos acionistas são Vale, Mitsui, FI-FGTS e Brookfield. Já a Estrada de Ferro Carajás é uma concessão da Vale na qual a VLI atua por meio do direito de passagem.

A mudança se deve ao início da operação da primeira moega (grande estrutura para receber granéis) de recepção ferroviária do Tegram, entre agosto e setembro do ano passado. Antes disso, o terminal recebia os grãos trazidos por caminhões por meio de quatro moegas de recepção rodoviária, uma para cada um dos quatro armazéns em operação no Tegram. A entrada em funcionamento da moega ferroviária abriu possibilidade para trazer os grãos por trens.

Antes de chegarem à Ferrovia Norte-Sul, os caminhões são carregados com grãos provenientes do sul do Maranhão, parte da Bahia e norte de Goiás, informa Santos. Partem, então, para Porto Nacional, próximo a Palmas (TO), pátio já integrante da Norte-Sul. Já na ferrovia, seguem para Palmeirante, ao norte do Tocantins, que também recebe grãos do nordeste de Mato Grosso.

Os comboios seguem no sentido do pátio de Açailândia, já no Maranhão, e dali utilizam a Estrada de Ferro Carajás para chegar ao Porto de Itaqui (MA). Atualmente, o Tegram vem recebendo por ferrovia aproximadamente 26 mil toneladas de grãos (soja e milho) por dia.

Um dos efeitos da mudança esperados para 2016 é a redução do número de caminhões que vão para o Tegram. No ano passado, aproximadamente 80 mil veículos levaram 2,5 milhões de toneladas até o terminal portuário. Este ano, a estimativa é de que o volume transportado por rodovias até o local caia para 1,5 milhão de toneladas e o de caminhões, para menos de 50 mil.

"Só em fevereiro, 70% do volume que chegou ao terminal veio por trem", disse Santos. Os caminhões, segundo o executivo, percorrem principalmente a BR-222, que sai de Marabá (PA), passa por Açailândia (MA) e cruza com a BR-135, que então leva ao Porto de Itaqui.

Segunda fase

O Tegram se prepara para dar início à segunda etapa do projeto de ampliação, que elevará a capacidade de escoamento anual para 10 milhões de toneladas de grãos.

Para o segundo semestre deste ano, está previsto o começo das obras da segunda etapa, que contempla a entrada em operação da segunda moega de recepção ferroviária e a conclusão de um segundo berço de atracação para navios. A moega de número dois já está construída, mas falta instalar as esteiras que ligarão essa estrutura aos armazéns de grãos – o que só deve ser finalizado no começo de 2018.

Com apenas uma moega hoje, são descarregados 4 vagões de grãos por hora. A partir de 2018, poderão ser descarregados, simultaneamente, 8 vagões/hora. De 26 mil toneladas diárias descarregadas de trens hoje, o terminal passará para 52 mil toneladas diárias.

O grupo CGG já investiu R$ 600 milhões em toda a estrutura existente do terminal. Faltam ainda outros R$ 130 milhões que, segundo o diretor de Luiz Cláudio Santos, devem ser desembolsados até janeiro de 2018. A estrutura do Tegram, entretanto, não se destina apenas às empresas do consórcio. "Estamos prestando serviço também para outros grupos exportadores. O porto está aberto", afirmou.

O segundo berço de atracação do Tegram, também parte da etapa 2 de construção do terminal, terá o mesmo calado (profundidade necessária para que o navio atraque) do atual berço, de 15 metros. Esta profundidade permite a atracação de navios tipo Panamax, com capacidade de até 85 mil toneladas, o que torna viável o envio da soja e do milho brasileiros diretamente para seu principal cliente, a China.

De acordo com levantamento feito pela administração do terminal privado, 70% da soja que saiu do Tegram em 2015 teve como destino a Ásia – "basicamente a China", disse Santos. Já o milho foi enviado para países do Oriente Médio, África e para o Vietnã. A Europa também recebeu alguns volumes do grão, assim como de farelo.

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Data de Publicação: 11/03/2016 às 19:30hs
Fonte: Governo do Maranhão
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