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Publicação analisa cenário do setor de florestas plantadas em Goiás

Com aporte de recursos do “Projeto Goiás – Sustentabilidade Agroflorestal”, foi realizado um levantamento, via sensoriamento remoto, de informações sobre as três principais espécies florestais plantadas em território goiano: eucalipto, pinus e seringueira, tendo como base o ano de 2016. Foram levantadas informações como área plantada e idade dos plantios, com dados por municípios. Na publicação também são apresentadas informações sobre a quantidade de madeira e de borracha produzidas no ano de 2015, a partir de informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), além de informações disponibilizadas pela Secretaria da Fazenda do Estado de Goiás sobre a arrecadação de tributos e faturamento de empresas com atividades ligadas a essa cadeia.

Dentre as principais conclusões, a pesquisadora Cristiane Fioravante Reis, da Embrapa Florestas, destaca a análise sobre o impacto da tributação na economia florestal. “Goiás tem uma alíquota alta de ICMS para o setor de base florestal, o que acaba desestimulando os investimentos no setor”, avalia. “O Estado tem condições de clima e solo, além de demanda por matéria-prima de base florestal. Por isso, estamos discutindo a criação de uma ‘pauta da madeira’ no Estado”, explica a pesquisadora. Este trabalho tem sido realizado pelo “Projeto Goiás – Sustentabilidade Agroflorestal”, formado por diversas instituições que tem realizado análises e proposições para que a cadeia produtiva florestal cresça em Goiás. Segundo Antônio Talone, Gestor de Projetos, "o Sebrae/GO participa desta iniciativa e da edição da publicação por entender que é um setor com condições de crescimento no Estado e que pode alavancar a economia local".

Uma das análises feitas, e que está presente na publicação, é que, no decorrer dos anos, a silvicultura goiana tem sido bastante focada na produção de lenha, procedente de eucalipto. Segundo Cristiane Reis, “é inegável que essa produção continuará importante para suprir demandas, em especial ligadas ao agronegócio, ceramistas e às empresas mineradoras. Entretanto, deve-se ressaltar que se trata de uma produção de baixo valor agregado e, consequentemente, com baixo potencial de retorno econômico ao produtor rural, principalmente se a produção estiver distante do mercado consumidor”. O pesquisador José Mauro Moreira analisa que “há carência de madeira de eucalipto de diâmetros maiores, resultantes de plantios bem conduzidos com idades superiores a dez anos, que sejam capazes de atender a construção civil, serrarias e setor mobiliário. Tais plantios tem potencial de produzir sortimentos de madeira de maior valor agregado, mas exigem um maior investimento e conhecimento em manejo florestal para que a qualidade da madeira atenda às necessidades desse mercado consumidor, geralmente mais exigente”. O mercado interno do Estado tem utilizado, na maioria das vezes, matérias primas procedentes de outros estados, em especial pelo preço praticado em estados vizinhos ou, ainda, pela pouca oferta desta madeira no estado. “Entretanto, cabe ressaltar que madeiras de alto valor agregado, para usos mais nobres e procedentes de silvicultura, são escassas também em várias regiões brasileiras, o que denota um nicho de mercado com excelente potencial que, para ser bem utilizado, faz-se necessário que o produtor realize um planejamento e manejo florestal adequados”, completa.

O cultivo de seringueira para látex tem crescido em Goiás e o estado hoje é destaque em produtividade deste tipo de plantio. Análises anteriores (clique aqui) já mostraram que a produtividade em algumas regiões do Estado chega a ser mais alta que a média da produtividade mundial. “Isso acontece devido ao uso de clones de alta produtividade, silvicultura de elevado grau tecnológico e eficientes técnicas de gestão”, ressalta o pesquisador Ailton Pereira, da Embrapa Produtos e Mercado.

A publicação “Cenário do Setor de Florestas Plantadas no Estado de Goiás” está disponível para download gratuito clicando aqui.

Instituições que fazem parte do Comitê Gestor do Projeto Goiás – Sustentabilidade Agroflorestal:
SEBRAE, Embrapa Florestas, Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Goiás (FAEG), Federação das Indústrias do Estado de Goiás (FIEG), Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Secretaria do Desenvolvimento do Governo do Estado de Goiás (SED), Câmara Setorial de Produtos de Base Florestal do Estado de Goiás, Associação dos Produtores de Borracha Natural de Goiás e Tocantins (APROB-GO/TO) e Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (ACIEG).

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Data de Publicação: 06/12/2017 às 14:00hs
Fonte: Embrapa Florestas
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