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No final de abril, o Mapa publicou medida no Diário Oficial da União (DOU), autorizando por três anos as indústrias dos Estados da região a usarem a reconstituição de leite em pó na produção.

Em Pernambuco, pesquisa realizada pela Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária (Sara), em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) mostra que a estiagem prolongada reduziu em 72% a produção de leite do Estado, que encolheu de 2,3 milhões para 644 mil litros por dia. A situação deixou em colapso o abastecimento das indústrias da bacia leiteira.

A região ganhou impulso nos últimos anos com a chegada de grandes empresas como Brasil Foods (dona da Sadia e Perdigão), Betânia e Lácteos Brasil – LBR (que assumiu a fábrica da Parmalat em Garanhuns). Hoje, essas gigantes e os laticínios menores funcionam com capacidade ociosa por falta de leite.

A reconstituição de leite em pó permitida pelo Mapa é a adição de água potável para tornar o produto fluído e com as mesmas características dos leites UHT (conhecido como longa vida) e pasteurizado (o de saquinho, chamado de barriga mole). Somente estabelecimentos sob Inspeção Federal nos Estados nordestinos estão autorizados temporariamente para esse tipo de produção. O Ministério estabeleceu que a utilização do leite em pó vai se limitar a 35% da capacidade produtiva de cada fábrica.

Por lei, as empresas não podem utilizar o processo de reconstituição para produzir leite longa vida ou pasteurizado, apenas em casos emergenciais. A medida é uma tentativa de estimular a recuperação dos índices produtivos anteriores ao período da seca. Em pernambuco, mesmo com a iniciativa do governo federal de liberar o leite em pó, o desabastecimento ainda persiste. No mercado, a informação é que a fábrica da Perdigão/Batavo, em Bom Conselho, tem capacidade para processar 300 mil litros de leite por dia, mas só está produzindo um terço. A empresa já demitiu 93 pessoas e vai dispensar pelo menos mais 86 funcionários com o fechamento de uma linha de produção de leite longa vida.

O presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios de Pernambuco (Sindleite), Albérico Bezerra, comemora a medida do Ministério da Agricultura, mas teme pela demora na recomposição da bacia leiteira do Estado. “Esses três anos do uso do leite em pó admitido pelo governo são apenas para começar, porque um primeiro alento para o setor só deverá acontecer num prazo de seis anos. A mortalidade do rebanho foi muito grande e houve perda de pastos importantes para alimentação dos animais, como a palma”, obsrerva o pecuarista.

Pernambuco conta hoje com 48 laticínios com inspeção e outros 50 caseiros. Pelas contas do Sindileite, o Estado terá que comprar pelo menos 180 mil quilos de leite em pó por dia para substituir a produção na produção de longa vida e pasteurizado.

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Data de Publicação: 03/05/2013 às 09:00hs
Fonte: Jornal do Comércio
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