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INTERNACIONAL: EUA rejeitam considerar a China uma "economia de mercado" na OMC

Dessa forma, os EUA se aliaram à União Europeia (UE) ao rejeitar a afirmação de Pequim de que, nos termos de sua admissão à OMC, deveria ter assumido no ano passado o status de economia de mercado, o que proporcionaria maior proteção contra tarifas antidumping.

Teste - O comunicado ocorre após o Departamento do Comércio americano ter determinado em outubro que a China fracassou em passar no teste de uma economia de mercado, como parte de uma investigação antidumping sobre as importações de chapas de alumínio chinesas.

Outras economias - O governo do presidente Donald Trump quer ainda que outras grandes economias se juntem para responder à lentidão com que a China adota os princípios de mercado. "Estamos preocupados com o fato de a liberalização econômica chinesa parecer ter desacelerado ou sido revertida, tendo havido uma ampliação do papel do Estado", afirmou David Malpass, subsecretário do Departamento do Tesouro dos EUA para assuntos internacionais. "Nós convidamos economias orientadas pelo mercado em todo o mundo a colaborar conosco para encontrar respostas construtivas".

Armas nucleares - A forte repreensão à China acontece num momento em que Washington buscam a ajuda de Pequim contra o programa de armas nucleares da Coreia do Norte. Embora Trump tenha reduzido a intensidade de sua crítica pública às práticas comerciais chinesas, o presidente está pressionando o país asiático a romper seus laços com a Coreia do Norte após a recente série de testes de mísseis balísticos de Pyongyang.

Fazer mais - A China precisa reconhecer que os EUA estão vendo "dois deuses ao mesmo tempo", em termos de equilibrar as preocupações de segurança nacional com sua agenda comercial, disse Malpass em um evento ontem em Nova York. "A China poderia estar fazendo mais e precisa fazer mais" para colaborar com os EUA na contenção da ameaça norte-coreana, disse. "Ao mesmo tempo, queremos ter uma relação comercial que funcione de forma mais equilibrada e recíproca."

Crítico - O governo Trump tem sido extremamente crítico ao órgão de comércio internacional, qualificando seu sistema de solução de controvérsias como "deficiente". "A OMC mostrou-se incapaz de resolver disputas, limitar subsídios ou levar a China a assumir o status de [economia de] mercado que era esperado quando a China aderiu à OMC", afirmou Malpass. "À medida que a proporção [chinesa] no PIB mundial cresce, a liberalização do mercado chinês é um fator crítico para que o crescimento global seja sustentado no futuro."

Sistema multilateral - O subsecretário do Tesouro americano defendeu que seja repensado fundamentalmente o sistema multilateral de comércio mundial, que segundo ele exacerbou os desequilíbrios comerciais e prejudicou o crescimento econômico dos EUA.

Momento oportuno - "Agora é o momento oportuno para conversarmos sobre o rápido aumento do globalismo", disse. "Quero fazer uma clara distinção entre isolacionismo, a que nos opomos, e nossa visão de que o multilateralismo foi substancialmente longe demais, até um ponto em que está prejudicando os EUA e o crescimento mundial."

Negociações - Além disso, o governo Trump ainda colocou seu principal programa para fortalecer as relações econômicas com a China na geladeira. Em entrevista do jornal "Financial Times", Malpass disse que o Diálogo Econômico Abrangente (CED, na sigla em inglês) com Pequim está "parado" e que não há planos para reviver as negociações. A decisão ocorre depois da rodada de diálogo, entre os países em julho, ter terminado sem avanços tangíveis. O CED é um fórum que envolve membros do alto escalão dos governos americano e chinês, com objetivo de resolver questões de investimento e comércio.

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Data de Publicação: 07/12/2017 às 12:20hs
Fonte: Portal Paraná Cooperativo
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