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Flores orgânicas produzidas em Minas ganham o mercado internacional

A floricultura orgânica está ganhando força no Estado e abrindo as portas do mercado internacional para os produtores locais. Além da beleza, as espécies chamam a atenção de compradores no exterior por conta dos benefícios à biodiversidade. A plantação por aqui também tem um outro chamariz: a chancela do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), por meio do Certificado de Orgânicos.

A primeira a ser contemplada com o selo em todo o Brasil foi a produção do sítio Flor de Corte, na área rural de Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Por lá, Valdeci Verdelho planta bastão-do-imperador nas cores rosa, branco e vermelho; gengibre ornamental e helicônias, principalmente a wagneriana turbo, bihay, shee e nappi green.

Técnicas

Sem adubos químicos nem agrotóxicos, a nutrição das plantas é feita por meio de adubação verde, compostagem e outros ingredientes naturais autorizados pela legislação de orgânicos no país. No controle de pragas e doenças, o manejo é feito utilizando técnicas de prevenção e produtos permitidos nesse tipo de cultivo.

“Além das vantagens ambientais, a produção orgânica tem muita aceitação no exterior. Visando esse mercado externo também, começamos nesta produção que, hoje, já deslancha. Sem dúvidas, o certificado do IMA foi um dos fatores importantes para abrir as portas para nossas flores”, avalia Valdeci.

O produtor também destaca o auxílio da Epamig na empreitada. “Os técnicos do órgão me instruíram sobre meus primeiros plantios, indicando as flores tropicais, para iniciar. Não fosse esse pontapé, não estaria onde estamos”, acrescenta.

Mais informações sobre o selo para produtos orgânicos estão disponíveis em ima.mg.gov.br/certificacao/organicos; tipos de consultorias podem ser acessados no epamig.br

Prazer em negócio

O mesmo caminho segue a produtora e distribuidora Minas Flores, no segmento há quase duas décadas. A produção começou com Lourdes Araújo, quando decidiu ocupar-se na aposentadoria com algo que lhe dava prazer. Daí surgiu um negócio lucrativo que ultrapassa gerações.

Hoje, quem cuida das atividades é o irmão de Lourdes, Wagner Araújo.

Para dar sequência ao cultivo, o produtor conta que a Epamig prestou assistência local com orientações relativas às novas tendências. “Estamos no caminho da produção inteiramente orgânica. Absorvemos as dicas dos técnicos e logo chegamos lá. Esse é nosso intuito”, revela.

Wagner reforça, ainda, que cursos realizados pela Emater na propriedade possibilitaram as condições adequadas de trabalho aliadas à melhoria da produção.

Dentre as capacitações recebidas estão o manuseio e manutenção de máquinas agrícolas, pulverização, irrigação, iluminação e consumo consciente, especialmente da água.

O sistema de produção orgânica é aquele em que as sustentabilidades econômica, ecológica e social são respeitadas. Na prática, o agricultor utiliza técnicas que conservam e preservam o solo, a água e a biodiversidade local.

Agrotóxicos, adubos químicos e sementes transgênicas são banidos na produção. Além disso, são observadas as leis trabalhistas e adotadas apenas técnicas permitidas por lei. A certificação é uma das formas de garantir a qualidade orgânica de um produto.

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Data de Publicação: 06/02/2018 às 09:20hs
Fonte: Hoje em Dia
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