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Exportadores sul-americanos de carne visam a Rússia apesar da recessão

Brasil e Paraguai, por um lado, são dois dos principais exportadores de carne à Rússia e embora seu ingressos neste mercado tenham caído por conta da crise, os produtores resistem ao mau momento, sobretudo porque boa parte de sua produção concorre em um segmento de preços acessíveis.

À grave recessão sofrida pela Rússia desde há um ano e meio se soma à forte desvalorização do rublo, que perdeu mais da metade de seu valor.

"Há um sério problema com a taxa de câmbio do rublo, que prejudica os exportadores ao obrigar os russos a reduzirem seu consumo de carnes importadas que são pagas em moeda estrangeira", segundo o presidente da Associação Brasileira de Indústrias Exportadoras de Carnes, Antonio Jorge Camardelli.

O Paraguai, um dos produtores mais importantes do mundo, vende mais da metade de todas suas exportações de carne bovina à Rússia, revelou à Agência Efe o presidente da câmara Paraguaia de Carnes, Korni Pauls.

As exportações de carne paraguaia, acrescentou Pauls, caíram no ano passado, "porque os russos, em meio à crise, buscam preços muito baixos, e nós tratamos de resolver o problema com saídas a novos mercados em melhor situação econômica".

Argentina e Uruguai, por outro lado, comercializam algumas das carnes de maior qualidade do mundo, de preço elevado, por isso que a recessão os condenou a uma presença muito reduzida nos restaurantes e supermercados da Rússia, dirigida aos consumidores mais exclusivos.

"A Rússia chegou a ser um mercado muito importante para o Uruguai e agora já não é. Mas acreditamos neste mercado e temos certeza de que nossa carne, que é muito especial, tem espaço para nichos de grande qualidade", disse à Agência Efe a gerente de marketing do Instituto Nacional de Carnes do Uruguai, Silvana Bonsignore.

O Uruguai, que vendia há poucos anos a décima parte de todas suas exportações de carne à Rússia, exporta atualimente apenas 2% a este país.

O mesmo ocorre com a Argentina, que segundo reconheceu à Efe o diretor-geral do Instituto de Promoção da Carne Bovina da Argentina, Carlos Alberto Vuegen, perdeu grande parte de seu mercado na Rússia, até o ponto de apenas três empresas do país austral viajarem para esta edição da Prodexpo.

Cerca de 2 mil companhias de 64 países de todo o mundo participam da Prodexpo 2016, a feira agroalimentar mais importantee da Rússia e todo leste europeu, desdobrada sobre uma superfície de 10 mil metros quadrados.

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Data de Publicação: 15/02/2016 às 19:30hs
Fonte: Agência Efe
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