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Segundo os inventores da ferramenta, uma das dificuldades do produtor e motivo de preocupação é saber como manejar corretamente a pastagem para que ela não sofra queda de produtividade ao ser super pastejada, por exemplo, erro normalmente cometido quando não se sabe o momento exato de entrar e sair com os animais na pastagem. “A nova ferramenta vai facilitar o trabalho de manejo da pastagem de forma adequada”, afirma o zootecnista e difusor de tecnologia da Embrapa, Haroldo Pires Queiróz – um dos criadores da tecnologia. Segundo ele, o dispositivo traz indicações de entrada e saída de animais do pasto conforme o tipo de capim e na parte superior da régua há um espaço para apresentação de marcas a serem associadas ao manejo correto das pastagens. ”A régua indica a altura certa de vários capins quando da entrada de animais (na cor verde) e da saída na pastagem (na cor vermelha) dos capins: Brachiaria humidicola Comum, Brachiaria decumbens cultivar Basilisk, Brachiaria brizantha, cultivares Marandu, Xaraés e BRS-Piatã e de três cultivares do gênero Panicum, Panicum maximum X Panicum infestus cultivar Massai, Panicum maximum cultivares Tanzânia-1 e Mombaça.

Alexandre Agiova, pesquisador que também ajudou a criar o dispositivo, diz que “é comum nas fazendas brasileiras encontrar rebanhos em áreas superpastejadas, com os animais permanecendo no piquete com o capim muito abaixo da altura indicada para a espécie, entre outras causas, por falta de um indicador seguro do momento de saída dos animais. E também é normal encontrar produtores deixando o capim passar do ponto de entrada, igualmente por falta de uma indicação segura da altura em que deve ser manejado".

A busca de um manejo correto, de entrada e saída da pastagem no melhor momento, tem sido um desafio para os pecuaristas e para os cientistas que desenvolvem sistemas de manejo de pastagem. A Régua deverá ajudar o produtor nesta etapa de manejo. Outro elemento importante é a quantidade de animais a ser colocada no piquete. Os técnicos lembram que a lotação é de uma unidade animal por hectare para evitar o superpastejo ou o subpastejo, que é a sobra de pasto.

Nos piquetes sob pastejo contínuo, a Régua de Manejo indica o momento de aumentar ou reduzir a lotação do pasto. “Quando o capim atinge a altura máxima, é hora de aumentar o número de animais no piquete e quando chega à altura mínima deve-se reduzir o número de animais no pasto, ou deixá-lo em descanso”, ensinam os técnicos que complementam: “nesse caso a taxa de lotação mais adequada será aquela que mantiver a pastagem numa altura intermediária entre a máxima e a mínima. Por exemplo: a altura máxima do capim-marandu é 35 cm e a mínima 20 cm e da braquiária humidícola a máxima é 20 cm e a mínima 10 cm”.

Já nos piquetes sob pastejo rotacionado a Régua de Manejo indica o momento da entrada dos animais na pastagem e da retirada de todos. Quanto ao número de animais na área será aquela que permitir o consumo de toda a forragem entre a altura de entrada e a altura de saída num período de 1 a 7 dias. A altura de entrada do capim mombaça é de 90 cm e a saída de 40 cm, já do capim-massai a altura de entrada é de 55 cm e saída 25 cm.

A Régua de Manejo pode ser feita de madeira, polímero ou metal e deve medir 1,20m. A tecnologia passou pelo processo de proteção da propriedade intelectual com solicitação junto ao INPI - Intituto Nacional da Propriedade Industrial, da patente de modelo de utilidade e está em processo de licenciamento para ser disponibilizada aos interessados.

Outras informações poderão ser adquiridas na assessoria de imprensa da Embrapa Gado de Corte.

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Data de Publicação: 20/07/2012 às 16:40hs
Fonte: Embrapa Gado de Corte
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