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Consultoria acredita em safra de cana de 580 mi/t no Centro-Sul; cana de usina custa em média R$ 18 a mais que a do produtor

A expectativa da totalização em 18/19 vem, entre outros, pelo aumento visto da idade dos canaviais, para 7,7 anos, com redução da produtividade. Teor de sacarose bom pode repetir 17/18, por ser uma safra com previsão de ser curta e sem cana bisada. Mix alcooleiro deverá girar em 55%.

Ricardo Pinto, diretor da RPA Consultoria, destacou, em entrevista ao Notícias Agrícolas, que a safra 2018/19 de cana de açúcar deve ser menor do que a anterior. Enquanto em 2017/18 a produção ficou avaliada em 596 milhões de toneladas, a próxima safra está sendo projetada em 585 milhões de toneladas, projeção esta que vem sendo reduzida conforme o tempo - podendo chegar em 580 milhões de toneladas dentro de 30 dias.

Ainda é difícil fazer uma previsão das questões climáticas. Contudo, outros pontos, como o número médio de corte dos canaviais, ressaltam essa tendência. No ano passado, a média estava em 3,7 anos. Para 2018/19, projeta-se que a média é de 3,85 anos.

A safra 2017/18, segundo Pinto, foi um pouco mais curta, já que não houve a cana bisada - aquela que sobra de um ano para o outro. A projeção é que em 2018/19 a cana bisada fique em 0,8%. A safra também começa mais cedo neste ano, com grande parte das usinas entrando em abril e tendendo a terminar no final de outubro e início de novembro.

A safra curta permite que haja uma repetição de cana de maior teor de sacarose. As projeções também indicam que o Brasil deverá ter 5 a 6 milhões de toneladas a menos de açúcar, com mais cana sendo destinada ao etanol - tanto em função da mudança de mix quanto de redução de volume total de cana processada.

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Data de Publicação: 16/04/2018 às 16:00hs
Fonte: Notícias Agrícolas
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