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Com diminuição nas operações de crédito bancário, CRAs ganham força na carteira dos investidores

A crise gerou um cenário de redução de oferta de crédito bancário e, com isso, a emissão de LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e de LCA (Letra de Crédito do Agronegócio), produtos de renda fixa lastreados em empréstimos bancários para o setor imobiliário e para o agronegócio, tem diminuído.

Diante deste cenário, o CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio), que diferentemente da LCI e LCA não é emitido por bancos ou gestoras, está entre a nova opção de investimento escolhida por grandes empresas brasileiras para captarem recursos no mercado de capitais. Instituições como BRF, Raízen, Fibria, Suzano e Ultra aproveitaram essa janela de oportunidade e ofertaram o CRA lastreado em seus direitos creditórios do agronegócio.

Segundo a B3, atualmente existe um estoque de R$ 24 bilhões desse tipo de investimento no mercado. Se comparado com o volume do fim do ano passado, o valor é quase R$ 7 bilhões maior, o que aponta um crescimento de 39% em um período de oito meses.

“Dentre as principais vantagens desse título estão: isenção do Imposto de Renda para pessoa física; isenção de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), além de ausência de taxas de administração, performance e custódia”, menciona Mauro Mattes, gerente de investimentos da Concórdia.

Do ponto de vista de retorno, as taxas oferecidas podem ser mais atrativas em relação a outros investimentos tradicionais como os títulos da dívida pública do governo, por exemplo.

Com a CRA, a rentabilidade líquida pode chegar até 98% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário), custo pago pelos bancos quando pegam dinheiro emprestado uns com os outros, e que é usado como referência em diversas aplicações financeiras. O porcentual costuma ser maior do que o rendimento das aplicações em CDBs (Certificados de Depósito Bancário), que também levam em conta o CDI na hora de remunerar o investidor.

“As apostas em renda fixa atreladas aos juros do País precisam ser revistas, diante das sucessivas quedas da taxa básica de juros, para garantir uma rentabilidade ao investidor. Por isso é importante diversificar o portfólio e não apostar em um único tipo de investimento”, defende Mauro Mattes.

Entretanto, Mattes alerta que mesmo com diversas vantagens, é preciso ficar atento já que os ativos emitidos por bancos e gestoras como os CDBs, as LCIs e as LCAs contam com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Ou seja, o investidor têm uma cobertura de até R$ 250.000, em caso de quebra da instituição financeira.

Por outro lado, as emissões do CRA não têm a mesma condição, os títulos privados possuem garantias próprias, que são definidas para cada emissão. “Portanto, é importante identificar os riscos envolvidos na operação. A Concórdia possui uma área dedicada na avaliação e monitoramento das ofertas desses títulos privados no mercado primário e secundário, para assessorar o investidor na tomada de decisão, finaliza o executivo.

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Data de Publicação: 11/10/2017 às 19:00hs
Fonte: Economidia
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