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Na área de atuação da Coamo Agroindustrial Cooperativa, 28,5% já foi negociado – o maior volume já registrado para o período. Levando-se em conta uma safra estimada em aproximadamente 60 milhões de sacas, o volume de soja já comprometido chega a 17 milhões de sacas. Segundo um levantamento realizado pela agência Safras & Mercado, os produtores brasileiros de soja negociaram 46% da safra 2012/2013 de forma antecipada. Em igual período do ano passado, a comercialização envolvia 30% e a média para o período é de 22%.

Orientação - “Depois de muitos anos com a gente falando que ele tem de vender em função de custos e vender em diversas vezes para fazer uma média, o agricultor correspondeu a essa orientação”, explica o diretor presidente da cooperativa, José Aroldo Gallassini. Para a safra que encerrou em 2012, os preços tiveram forte elevação e vários contratos foram fechados a R$ 79. “Essa disparada levou também a safra futura.” Os preços negociados na região de Campo Mourão foram de R$ 49,00 até R$ 64 para a safra 2012/2013.

Maior venda - Segundo o presidente, essa é a maior venda que já foi feita – em volume comercializado. “O produtor aproveitou bem os preços, que hoje já estariam bem abaixo”, revela ao explicar que os contratos firmados essa semana ficaram na faixa de R$ 57,00 a saca de soja, valor que apesar de mais baixo ainda é compensador. “A praxe do produtor é ficar triste se o preço sobe e ele já vendeu. Sempre quer vender na baixa. Mas deve ser o contrário, ficar contente que conseguiu um bom preço em relação ao custo de produção.”

Positivo - Em relação ao futuro, ele prevê um ano positivo. “Essa é a tendência, mas naqueles níveis que ocorreram não dá para assinar em baixo. Tem que esperar para ver porque toda a safra ainda está para ser plantada ainda. São vários fatores e vários países e tudo tem que dar certo pra dizer que vai manter o nível.”

Safra 2011/12
- A safra 2011/2012 de verão foi prejudicada pela seca, tanto na soja como no milho. Em relação ao primeiro, o país perdeu 10 milhões de toneladas e a Coamo deixou de receber dos produtores 600 mil toneladas. Os principais prejudicados dentro da área de atuação da cooperativa foram a região oeste e o Mato Grosso do Sul. Em função das perdas no Brasil, o preço passou a R$ 49,50. Com a concretização da quebra americana, os valores chegaram aos R$ 79,00.

Milho - A safra de verão do milho foi a que mais sentiu com a estiagem, a grande safra ficou por conta da safrinha. Somados os volumes colhidos com as duas culturas, foram totalizados 40 milhões de sacas. “O preço da soja e do milho, em função da seca, compensou a queda na produtividade. Com isso, praticamente todos os produtores conseguiram cumprir seus compromissos de custeio e financiamento”, declara Gallassini.

 Preços  - Os preços do milho variaram de 23,80 até R$ 28,00. Praticamente o dobro do valor obtido nas negociações da safra anterior, que foram de R$ 12,60 a R$ 13,60. “Com isso, praticamente todos os produtores cumpriram seus compromissos de custeio e financiamento.”

 Liquidez   - Como o milho não tem a mesma liquidez da soja, apenas 5% da safra futura foi comercializada. “O pessoal não quer se arriscar e não temos comprador. A tendência do milho sempre é perda. Mas em relação à safra que foi colhida, mais da metade já foi vendida."

Influenciada pelo preço, área de milho é reduzida
  - Influenciados pela alta no preço da soja, a área de milho foi reduzida, aproximadamente 9%. “Áreas que antes eram ocupadas com o milho foram destinadas para a soja, que teve aumento na área plantada de quase 15%”, explica o líder cooperativista. Para a safra 2012/2013, a previsão é que sejam plantados 1.857,6 milhões de hectares de soja. Para o milho a previsão é de 186,7 mil hectares. Em relação ao milho safrinha, a expectativa é que a área passe por elevação semelhante à registrada em 2012, quando cresceu 43%. “A tendência é que chegue a 50%, repetindo com um pequeno aumento.”

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Data de Publicação: 23/10/2012 às 10:20hs
Fonte: Tribuna do Interior
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