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Banco do Brasil assegura R$ 11,6 bi para Minas

O Banco do Brasil vai disponibilizar R$ 11,6 bilhões em recursos do crédito rural para a agricultura e pecuária de Minas Gerais na safra 2018/19. O valor ficou igual ao anunciado para o Estado no ano-safra anterior. As expectativas em relação à demanda são positivas, principalmente pela redução de até 1,5 ponto percentual nas taxas de juros, o que deve estimular a busca por parte dos produtores. O anúncio da liberação dos recursos do Plano Safra 2018/19 para o Estado foi feito ontem, em Belo Horizonte.

Ao todo, o Banco do Brasil vai disponibilizar R$ 103 bilhões em recursos do crédito rural para o País, volume que ficou 21% maior que os R$ 85 bilhões desembolsados para o setor agropecuário na safra 2017/18.

De acordo com o superintendente estadual em exercício do Banco do Brasil, Leonardo José dos Santos Guim, apesar da estabilidade no montante anunciado para os produtores rurais do Estado, não faltarão recursos financeiros para atender à demanda do setor agropecuário.

Na safra 2017/18, o volume de crédito desembolsado para o agronegócio de Minas Gerais, pelo Banco do Brasil, somou R$ 6,45 bilhões, o que representou um avanço de 6,74% frente aos R$ 6 bilhões liberados no plano safra 2016/17. O montante desembolsado ficou 44,3% abaixo do volume disponibilizado para o período.

“Anunciamos o valor de R$ 11,6 bilhões para Minas Gerais na safra 2018/19, mas caso a demanda seja maior, temos condições de remanejar recursos e garantir o crédito ao produtor rural. Os recursos não faltarão, o que precisamos é atender a um maior número de produtores, diversificar e chegar a novas culturas que estão crescendo no Estado como as produções de queijos, de olivas, azeites, uvas e vinhos, por exemplo”, explicou Guim.

Dos R$ 11,6 bilhões anunciados para Minas Gerais na safra 2018/19, R$ 7,3 bilhões serão voltados para a agricultura empresarial, R$ R$ 2,2 bilhões para a agricultura familiar e R$ 2,1 bilhões para médios produtores. O montante será distribuído entre as principais linhas, sendo R$ 9 bilhões destinados para as operações de custeio e comercialização e R$ 2,6 bilhões para investimentos no setor agropecuário. Neste ano safra, os juros foram reduzidos em até 1,5 ponto percentual, o que deve estimular a demanda.

Acesso

O secretário estadual em exercício de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Amarildo José Brumano Kalil, ressaltou que a parceira entre os representantes do setor agropecuário, os governos e as entidades financeiras é fundamental para que o produtor rural tenha acesso ao crédito e possa evoluir no campo. Porém, ainda são necessários ajustes nas políticas que regem o crédito, que dificultam o acesso aos recursos e deixam uma parcela significativa dos produtores sem assistência.

“Hoje, no Estado, temos entre 300 mil e 400 mil produtores que não têm acesso ao crédito. É uma situação que deve ser trabalhada, precisamos buscar mecanismos para que estes produtores possam se beneficiar do crédito rural. Outra coisa que me preocupa é a necessidade de modernização do sistema do crédito, que foi construído em 1960. É lógico que houve avanço, mas o sistema de crédito continua muito complicado”.

A diversificação de culturas a serem atendidas também é uma modificação necessária.

“Hoje, a aplicação dos recursos do crédito agrícola está concentrada em alguns produtos da bovinocultura, soja, milho e café. E as outras atividades? E onde estão os 400 mil produtores que não acessam o crédito e produzem queijos, energia renovável, serviços ambientais, agroecologia e outras culturas menores, mas de grande importância? Estas atividades surgiram e não têm uma política de crédito especifica. É fundamental avançar neste ponto”, explicou Kalil.

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Data de Publicação: 06/07/2018 às 20:00hs
Fonte: Diário do Comércio
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