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Angus no rebanho é dinheiro no bolso

Foi para mostrar, na ponta do lápis, as vantagens que essa genética pode oferecer ao gado paranaense que a Associação Brasileira de Angus promoveu, nesta segunda-feira (09/7), a palestra “Touro Angus Registrado: garantia de qualidade genética para seu rebanho” no Recanto do Criador, em Campo Mourão (PR). “A taxa de desfrute, que reproduz a produtividade da pecuária brasileira, é de apenas 19,5% enquanto países com rebanhos bem menores do que o nosso obtêm índices superiores a 30%, como Estados Unidos e Austrália. Isso não quer dizer que não sabemos produzir, mas que há um potencial gigante para melhorar esses índices e transformar o Brasil na maior potência em produção de carne bovina no mundo”, pontuou o médico veterinário Mateus Pivato, gerente de fomento da Associação Brasileira de Angus. O otimismo também se reproduz em dados do próprio Ministério da Agricultura, que projeta expansão de 23,3% na produção de carne bovina, 17,8% no consumo e 37,4% nas exportações até 2025.

Para chegar lá, alerta Pivato, é preciso eficiência e, em se tratando de pecuária, o caminho mais curto é trabalhar com genética Angus. “A agricultura está vindo com tudo. Há muitos desafios pela frente e vamos ter que produzir com menos terra, menos água e menos mão de obra. Precisaremos pensar em produzir na vertical, trabalhando para obter cada vez mais quilos de boi gordo ou de terneiros por hectare. E trabalhar com Angus é dinheiro no bolso do pecuarista”, alertou. Entre as vantagens da raça, explicou o veterinário, está a precocidade reprodutiva com fêmeas aptas à reprodução antes dos 24 meses e a agilidade de ganho de peso e terminação, o que garante carcaças prontas para abate em animais jovens e dentro dos mais rígidos padrões de qualidade.

O evento, que contou com cerca de 50 pessoas, entre produtores e interessados na Angus, foi aberto pelo criador e representante do Núcleo de Criadores de Angus do Oeste do Paraná Christopher Filippon, que agradeceu a presença dos criadores da região e o empenho da Angus em trazer esse importante conteúdo ao estado. Durante sua apresentação, Pivato ainda detalhou aos criadores a variedade de reprodutores ofertados pela genética Angus no Brasil e garantiu que não existe um touro ideal. “Para escolher um touro é preciso saber claramente como funciona seu sistema de produção e quais são os objetivos que se busca com ele”, salientou.

Geralmente, apontou ele, touros de menor porte têm terminação mais rápida e precoce, adaptados para pastejo. Animais de porte maior são recomendados para sistemas que adotam confinamento. A decisão, frisa Pivato, ainda exige uma olhada para as vacas do rebanho, principalmente em relação à capacidade de gerar um terneiro ao ano e ao peso dos terneiros ao desmame. O que se busca é que os bezerros tenham 50% do peso de suas mães. Também é importante atentar para a eficiência de consumo de pastagens e habilidade materna.

Ao falar sobre a relevância do uso de reprodutores registrados, o gerente de Fomento da Angus lembrou que a marcação garante a procedência do animal e seu potencial como melhorador de plantel. “São reprodutores com consistência genética e que perpetuam os benefícios de sua genética por uma década na propriedade. Por outro lado, animais sem registro podem rebaixar rebanhos e perpetuar defeitos por gerações”, acrescentou.

O Circuito Touro Angus Registrado chegou ao Paraná nesta semana. Depois da agenda desta segunda em Campo Mourão, a terça-feira (10/7) terá programação em Pitanga. Na quarta-feira (11/7), a Angus estará em Cascavel e na quinta-feira (12/7), em Dois Vizinhos. Com ação nacional, a Associação Brasileira de Angus ainda planeja novos circuitos para 2018.

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Data de Publicação: 12/07/2018 às 15:00hs
Fonte: Jardine Comunicação
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