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| Palhada protege o solo contra a radiação solar, ajuda a manter a umidade e evita erosão. Crédito das fotos: Daniel Medeiros |
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O evento foi preparado para estudantes universitários dos cursos de agronomia, biologia e zootecnia e terá como palestrantes jovens bolsistas e estagiários da Embrapa, acompanhados por seus respectivos orientadores.
O Sistema de Plantio Direto é baseado em três princípios básicos: não revolvimento do solo, rotação de culturas e uso de cobertura para a formação de palhada. O não revolvimento do solo significa não utilizar sistematicamente mecanização para aração e gradagem da terra. O plantio é feito diretamente sobre a palhada seca, que serve como proteção do solo e adubo natural para as plantas.
Doutor de Ciência do Solo, o pesquisador da Embrapa Rondônia Alaerto Marcolan explica que durante o evento serão abordadas as principais características do sistema, suas vantagens e desvantagens e as experiências realizadas no Campo Experimental de Porto Velho. Durante os últimos dois anos, foram conduzidos experimentos com arroz, soja, sorgo, milho e milheto alternadamente.
Dentre as vantagens ambientais da tecnologia está a diminuição expressiva da perda de solo por erosão. Por não permanecer exposta, a terra fica menos vulnerável aos efeitos da radiação solar e das enxurradas, principalmente. Outro benefício é a manutenção de carbono no solo, o que contribui para reduzir a emissão de gases de efeito estufa.
Além de tratar dos aspectos específicos do Plantio Direto, o dia de campo vai abordar também cultivares e zoneamento para soja e milho, culturas agrícolas comumente utilizadas neste sistema. André Rostand Ramalho, pesquisador da Embrapa Rondônia e responsável pela estação que vai tratar do assunto, explica que um importante instrumento disponível a produtores e técnicos é o Zoneamento Agrícola de Risco Climático.
“O Zoneamento faz a indicação das épocas de plantio de menor risco para as diferentes culturas e recomenda cultivares para cada Estado separadamente”, afirma André Rostand. Lançado anualmente pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o documento serve também como referência para a liberação de finaciamentos de safra.
Completam os temas de estação do evento pragas e doenças de soja e milho e integração lavoura pecuária floresta. O dia de campo é organizado pela Embrapa Rondônia, uma das 43 unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao MAPA. As atividades começam às 8h, se encerram ainda pela manhã e serão realizadas no Campo Experimental de Porto Velho, área da Embrapa localizada na BR 364 km 5,5, sentido Cuiabá, na capital do Estado de Rondônia.
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