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Agronegócio / Agricultura - Café / Notícia


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10/03/2010 08:29

Primeiro dia do Agrocafé já tem balanço positivo

No primeiro dia do Simpósio Nacional do Agronegócio Café (Agrocafé), ações foram tomadas para minimizar os problemas enfrentados pelo setor cafeeiro

Imprensa Agrocafé


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Dentre elas, a assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre Associação dos Produtores de Café da Bahia (Assocafé) e Governo da Bahia, assinatura do Projeto de Lei para iniciar a inclusão do café com leite na merenda escolar e assinatura do convênio entre a Empresa Baiana de Alimentos (Ebal) e a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic).

O convênio entre a Ebal e a Abic passa a exigir qualidade mínima do café torrado ou moído para distribuição e comercialização nas 293 lojas da Cesta do Povo.

Na abertura do evento, o secretário da Agricultura, Roberto Muniz, explicou que o Projeto de Lei lançado para as prefeituras municipais de incluir o café, agregado ao leite, tem o papel de estimular a capacidade intelectual nas atividades escolares.

A palestra de abertura ministrada pela Senadora e presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Kátia Abreu, destacou os desafios do campo brasileiro. De acordo com a palestrante, as principais barreiras enfrentadas pelos produtores são aquelas ligadas à questões ambientais, renda e logística. No momento foi apresentado também, o Projeto Bioma, lançado pela CNA e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que tem como objetivo fazer com que o Brasil vença o desafio de conseguir preservar o seu patrimônio ambiental e continuar produzindo alimento com abundância, preços baixos e alta qualidade.

A programação do primeiro dia do Agrocafé incluiu ainda, a palestra "Situação do Mercado Mundial do Café", ministrada pelo diretor executivo da Organização Internacional do Café (OIC), Nestor Osório, o simpósio "Uma Agenda para o Agronegócio no Século XXI", ministrado pelo ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues e coordenado pelo presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Cesário Ramalho. Neste momento acontece o Fórum de Secretários de Agricultura do Brasil, com representantes dos estados da Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, São Paulo e Rondônia.

Kátia Abreu defende comida barata com renda para o produtor

Estão matando a galinha dos ovos de ouro do Brasil. A referência à fábula de Esopo ilustrou o alerta da presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a senadora Kátia Abreu (DEM-TO) na palestra que abriu a programação do 11º Simpósio Nacional do Agronegócio Café, que começou ontem (8) e acontece até amanhã (10) em Salvador. Para uma platéia de mais de 600 produtores do grão, Kátia Abreu criticou as políticas agrícolas e de abastecimento do Brasil, que, segundo ela, acertam ao garantir alimento barato e abundante para o brasileiro, mas pecam por debitar essa conta ao produtor rural.

Segundo a presidente da CNA, entre as décadas de 60 e 70, as famílias brasileiras destinavam 48% da sua renda para a alimentação. Hoje, a mesma família gasta 18% para colocar comida na mesa, e o restante fica livre para o consumo de outros bens, possibilitando o crescimento do país. “Mas esses ganhos representam uma perda na mesma proporção para os produtores”, afirmou, defendendo políticas atreladas a um programa que assegure a renda do produtor rural, assim como em países como o Japão e os Estados Unidos.

De acordo com Kátia Abreu, no Brasil o produtor vive esmagado entre duas cadeias agroindustriais: a dos insumos e a que compra a matéria prima para a transformação. Por isso, ele não forma preço e sim toma preço. Como se não bastasse, enfrenta uma carga tributária de 79%, além dos problemas de falta de estrutura logística para o escoamento da safra que fazem com que, em estados como o Mato Grosso, o frete represente cerca de 50% da safra agrícola. Kátia Abreu destacou ainda a inadequação da
legislação trabalhista, que impõe, através da NR31, 252 exigências para o produtor rural.

Ao final da palestra, Kátia Abreu apresentou o vídeo sobre o Projeto Biomas, um amplo programa de pesquisa financiado pela CNA, junto à Embrapa, que investirá R$ 20 milhões ao longo de nove anos para construir unidades demonstrativas em fazendas de cada bioma brasileiro, que servirão de referência científica para a correção de eventuais equívocos ambientais nas áreas sensíveis. As pesquisas envolverão 350 pesquisadores.

O Agrocafé, um dos mais importantes acontecimentos do calendário da cafeicultura nacional, é promovido pela Associação dos Produtores de Café da Bahia (Assocafé), Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e Centro de Comércio de Café da Bahia.



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