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04/02/2010 10:49

Irrigação garante colheita de goiaba durante o ano inteiro no Pará

Dois projetos de irrigação sobre plantações de goiaba paluma (variedade de polpa vermelha), implantados no município de Dom Eliseu, no sudeste do Pará, permitirão a colheita do fruto o ano inteiro, em vez de apenas nos meses de abril e maio

Assessoria de imprensa do Governo do Pará


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A tecnologia está sendo testada no início deste ano em duas propriedades de agricultores familiares, com o apoio do escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater).

O cultivo de goiaba exige água constante em seu ciclo, principalmente nas fases de floração e frutificação. Por isso, sem sistemas de irrigação, a safra estadual acaba sendo colhida somente após o período chuvoso. "O objetivo é descentralizar a safra", informa o técnico agropecuário da Emater, Raimundo Salazar.

Dom Eliseu é o município da Amazônia que mais produz goiaba, com 330 hectares plantados, incluídos os pequenos, médios e grandes produtores. Dados da Emater indicam que os 52 agricultores familiares do município cadastrados como "plantadores de goiaba" produzem mais de mil toneladas por ano. Fora da época de safra, o Pará importa a fruta de Pernambuco.

"Além de estarmos aperfeiçoando a produção, já que a goiaba de Dom Eliseu é cultivada sob princípios de transição agroecológica, com menos agrotóxicos do que no processo convencional, a irrigação vai fazer com que os produtores paraenses atendam ao mercado local durante o ano todo. A ocasião é oportuna, também, porque o setor nordestino está em decadência devido à praga neumatóide", explica o chefe do escritório local da Emater, o engenheiro agrônomo Oduvaldo Oliveira.

Cada sistema de irrigação custa, em média, R$ 7,5 mil por hectare financiado pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Com o incentivo da Emater, o produto adquiriu melhor qualidade que resultou na assinatura de contratos com as indústrias. Hoje, 80% da produção é vendida, em média, a R$ 0,55 o quilo, para duas grandes fábricas de polpa congelada.

Os 20% restantes se constituem em "goiaba de mesa", com a fruta in natura sendo comercializada, em média, a R$ 1,00 o quilo, nas feiras e supermercados de Dom Eliseu e municípios vizinhos, e ainda na Centrais de Abastecimento do Estado do Pará (Ceasa), em Belém. "Esses preços de venda são considerados bons; trazem real lucro para o produtor", garante Raimundo Salazar.



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