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Agronegócio / Notícia


08/02/2008 10:28

Estilosante Campo Grande: melhoria da qualidade do solo e maior ganho de peso para rebanho

Tradicionalmente, a época de plantio de pasto na região dos Cerrados começa com as primeiras chuvas e vai até o mês de março. Uma boa alternativa para aumentar o desempenho animal é utilizar o estilosante Campo Grande consorciado com gramíneas (Decumbens, Marandu, Xaraés, Tanzânia, Mombaça ou Massai). A leguminosa possui bom valor nutritivo com 12% a 18% de proteína bruta e boa palatabilidade para bovinos. Outra vantagem é a fixação de nitrogênio no solo, que reduz os gastos com insumos agrícolas, diminuindo os impactos negativos no ambiente causados por fertilizantes químicos.

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Lançado pela Embrapa Gado de Corte (Campo Grande, MS), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o estilosante Campo Grande é uma mistura de duas espécies: Stylosanthes capitata (80%) e Stylosanthes macrocephala(20%). Já foram implantados mais de 600 mil hectares de pastagens consorciadas no Brasil, elevando a rentabilidade dos produtores que utilizam essa leguminosa.
A forrageira é rica em proteína e possibilita melhor desempenho animal. De acordo com o pesquisador da Embrapa Gado de Corte, Celso Dornelas Fernandes, as pesquisas demonstram que o uso do estilosante Campo Grande consorciado com braquiárias gera um aumento de 27% na produção de carne.
A leguminosa ajuda a fixar o nitrogênio, o que diminui os custos com fertilizantes químicos e melhora a qualidade do solo. Consorciada com gramíneas, o estilosante fixa de 60 a 100 quilos de nitrogênio por hectare por ano, o que equivale a 130 a 220 quilos de uréia. “A fixação do nitrogênio melhora a qualidade do solo e diminui a degradação, isso fica mais visível a partir do segundo ano de pastagem consorciada”, explica Fernandes. “O estilosante tende a cobrir os espaços deixados pela braquiária, o que também evita a degradação da pastagem”, conclui.
O estilosante Campo Grande se adapta bem aos solos arenosos das regiões tropicais, desde o norte do Paraná até o sul do Pará e Rondônia. De acordo com o pesquisador da Embrapa Gado de Corte, não deve ser utilizado sozinho, sempre consorciado com braquiárias. E deve-se fazer um manejo cuidadoso do pasto. “A braquiária cresce mais rápido e pode fechar sobre a leguminosa, então é necessário colocar os animais no pasto e abrir espaço para o estilosante, que precisa de luz para se desenvolver”, alerta Fernandes.
Para implantar a leguminosa forrageira em um pasto de braquiária já existente, deve-se fazer uma gradagem pesada e outra leve para abrir espaço para a semeadura do estilosante. Além dos custos com sementes e máquina, o produtor terá que investir numa adubação básica com fósforo e potássio.



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